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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Apoio dos EUA à guerra contra Irã diminui com aprovação baixa de Trump

Pesquisa mostra queda no apoio dos americanos à guerra contra o Irã, enquanto aprovação do presidente Trump atinge nível recorde baixo, influenciando cenário político e econômico.

Apoio dos EUA à guerra contra Irã diminui com aprovação baixa de Trump

Uma pesquisa recente indica que o apoio público nos Estados Unidos à guerra contra o Irã está em queda, acompanhando a aprovação recorde baixa do presidente Donald Trump. O levantamento, realizado pela Reuters/Ipsos, revela que a aceitação da intervenção militar americana no Irã atingiu o nível mais baixo desde o início do conflito, refletindo uma mudança significativa na opinião pública.

Segundo a pesquisa divulgada em 24 de agosto de 2026, apenas 31% dos americanos manifestaram apoio à ação militar contra o Irã, uma redução em relação aos 37% registrados em março e 34% no início deste mês. Entre os eleitores republicanos, o apoio caiu de 77% para 69% no mesmo período, indicando um desgaste da base tradicional do partido em relação à guerra.

O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, em uma tentativa de conter o desenvolvimento nuclear iraniano. Trump tem defendido a campanha militar como uma medida essencial para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. No entanto, as consequências econômicas da guerra têm gerado preocupação entre a população americana.

A guerra tem provocado um aumento significativo nos preços dos combustíveis nos Estados Unidos, com o petróleo chegando a valores próximos de recordes históricos. Isso se deve, em parte, ao bloqueio de fato imposto pelo Irã às exportações de petróleo da região. O impacto econômico é um fator importante para a queda do apoio à guerra e para a baixa aprovação do presidente.

Além disso, a administração Trump anunciou recentemente uma intensificação das sanções econômicas contra o Irã. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que os Estados Unidos pretendem atingir todas as fontes de receita iranianas, inclusive o petróleo, para impedir que outros países e empresas realizem negócios com Teerã. Essa iniciativa recebeu o nome de "Operação Pária Econômica".

A pesquisa também mostra que a maioria dos americanos acredita que o conflito será prolongado. Oito em cada dez entrevistados esperam que a guerra continue por um período extenso, um aumento em relação aos 80% registrados anteriormente no mês.

Essa perspectiva de um conflito duradouro representa um desafio para Trump, que durante sua campanha presidencial em 2024 prometeu reduzir a inflação e adotar uma política de "América Primeiro", evitando envolvimentos militares externos. Seis meses após o início da guerra, o aumento dos preços dos combustíveis pressiona a economia americana, especialmente em um ano eleitoral, com as eleições de meio de mandato previstas para novembro.

O impacto econômico pode dificultar a situação dos republicanos, que tentam manter suas estreitas maiorias no Congresso. A pesquisa indica que eleitores independentes demonstram preferência pelos democratas, com 33% declarando apoio ao partido, contra 19% que preferem os republicanos.

O levantamento foi realizado com 1.215 adultos em todo o país, entre os dias 20 e 23 de agosto, apresentando uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Analisando o cenário, a queda no apoio à guerra e a aprovação baixa de Trump podem influenciar diretamente as estratégias políticas dos partidos para as próximas eleições. A continuidade do conflito e seus efeitos econômicos tendem a ser temas centrais no debate público e eleitoral. Caso a guerra se prolongue, o governo americano poderá enfrentar maior pressão interna para buscar alternativas diplomáticas ou ajustar sua postura militar.

Além disso, o endurecimento das sanções econômicas contra o Irã pode aprofundar o isolamento do país, mas também pode gerar tensões adicionais na região do Oriente Médio, afetando a estabilidade geopolítica. A resposta internacional a essas medidas e o impacto nos mercados globais de energia serão pontos críticos a serem acompanhados nos próximos meses.