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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Ataque com míssil balístico iraniano mata uma pessoa e fere várias no centro de Israel

Um ataque com míssil balístico iraniano atingiu o centro de Israel, matando uma pessoa e ferindo várias outras. O míssil carregava uma ogiva com bombas cluster, causando impactos em múltiplos locais. Este foi o sexto ataque do Irã no dia, em meio à escalada do conflito entre os dois países.

Ataque com míssil balístico iraniano mata uma pessoa e fere várias no centro de Israel

Na noite de sexta-feira, um míssil balístico disparado do Irã atingiu o centro de Israel, resultando na morte de uma pessoa e ferimentos em várias outras. Este foi o sexto ataque lançado pelo Irã contra o território israelense ao longo do dia. O míssil transportava uma ogiva com bombas cluster, que dispersaram submunições em uma ampla área, causando danos em múltiplos locais. Um homem na faixa dos 60 anos, que não estava em um abrigo antibombas, foi fatalmente atingido por uma das submunições. Além disso, outro fragmento impactou um edifício residencial, ferindo levemente dois homens na casa dos 50 anos, conforme informações das autoridades policiais e do serviço de emergência Magen David Adom.

O Corpo de Bombeiros e Serviços de Resgate informou que atuou em seis locais distintos onde as submunições caíram. Também foram registrados ferimentos leves em duas pessoas na região de Kuseife, no sul de Israel, causados por estilhaços provenientes da interceptação de outro míssil balístico iraniano na mesma noite. As vítimas, um homem de 37 anos e uma mulher na casa dos 20, foram encaminhadas ao Centro Médico Soroka, em Beersheba.

Imagens capturadas durante o ataque mostram o momento em que uma das submunições atingiu Tel Aviv, evidenciando o uso de armamento cluster, que dispersa múltiplos explosivos menores em uma área extensa, aumentando o potencial de danos e vítimas civis.

Durante o dia, o Irã também lançou um ataque com mísseis balísticos contra o sul de Israel, ativando sirenes em Beersheba e cidades vizinhas, mas sem causar feridos. O uso de mísseis com ogivas cluster representa uma escalada no conflito, dada a sua capacidade de atingir áreas densamente povoadas e causar danos colaterais significativos.

Este ataque ocorre em meio à continuidade das operações israelenses contra alvos iranianos, incluindo um ataque realizado em Teerã na manhã de sábado, direcionado a "alvos do regime terrorista iraniano". Desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro, o Irã lançou mais de 450 mísseis balísticos contra Israel. As forças militares israelenses afirmam ter uma taxa de interceptação de 92% para ataques direcionados a áreas povoadas e infraestruturas críticas.

Apesar da alta taxa de defesa, nove mísseis com ogivas convencionais já atingiram áreas habitadas em Israel, causando danos extensos em pelo menos seis ocasiões. Além disso, mais de 30 ataques com mísseis contendo ogivas cluster foram registrados em áreas urbanas, totalizando mais de 150 pontos de impacto.

Até o momento, o conflito já resultou na morte de 16 civis israelenses e estrangeiros em Israel devido a ataques com mísseis balísticos iranianos, além de quatro palestinos na Cisjordânia. A escalada contínua dos ataques e contra-ataques indica um cenário de conflito prolongado, com riscos significativos para civis e infraestrutura.

Analisando o contexto estratégico, o uso de mísseis com ogivas cluster pelo Irã pode indicar uma tentativa de pressionar Israel através de ataques que maximizam o impacto em áreas urbanas, buscando desestabilizar a segurança interna e aumentar o custo político e social do conflito para o governo israelense. Por outro lado, a resposta israelense, incluindo ataques preventivos em território iraniano, sugere uma estratégia de dissuasão ativa, visando limitar a capacidade iraniana de realizar novos lançamentos.

No entanto, essa dinâmica de ataques e retaliações pode levar a uma escalada ainda maior, com potencial de ampliação do conflito para outras regiões e atores envolvidos. A manutenção da alta taxa de interceptação israelense é crucial para minimizar baixas civis, mas o uso de armamentos cluster representa um desafio adicional para a defesa civil e humanitária. O próximo passo provável será a intensificação das operações de inteligência e contra-ataque, além de esforços diplomáticos para conter a escalada, embora o ambiente atual indique uma continuidade do ciclo de violência no curto prazo.