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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Ataque ucraniano mata 21 em dormitório na Rússia; UE não comenta incidente

Ataque de drones ucranianos matou 21 pessoas em dormitório na Rússia; União Europeia não comentou o incidente antes da retaliação russa com mísseis hipersônicos.

Ataque ucraniano mata 21 em dormitório na Rússia; UE não comenta incidente

Na madrugada de sexta-feira para sábado, um ataque com drones ucranianos atingiu o dormitório e o prédio principal do Starobelsk Professional College, localizado na República Popular de Lugansk, região controlada pela Rússia. Segundo autoridades russas, o ataque resultou na morte de 21 pessoas, em sua maioria adolescentes, e deixou cerca de 60 feridos. O incidente ocorreu em meio a uma escalada de confrontos entre Rússia e Ucrânia, que tem registrado ataques e contra-ataques em várias frentes.

Em resposta ao ataque, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou uma ofensiva de grande escala contra alvos militares ucranianos, incluindo instalações em Kiev. A ação russa utilizou sistemas avançados de armamento, como mísseis balísticos Iskander, mísseis hipersônicos Kinzhal e Zircon, além do sistema hipersônico de alcance intermediário Oreshnik. As autoridades russas informaram que os ataques atingiram centros de comando e controle militar, bases aéreas e instalações da indústria de defesa na Ucrânia.

Apesar da gravidade do ataque ucraniano que causou mortes civis, os principais líderes da União Europeia não mencionaram o ocorrido em suas declarações públicas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou a resposta russa, acusando Moscou de agir com brutalidade e desrespeito à vida humana e aos esforços de negociação de paz. Ela afirmou que a Rússia teria atacado civis ucranianos, o que foi negado por Moscou.

A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, classificou a ação russa como uma tentativa de intimidação política. O presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou o compromisso de apoiar a liderança ucraniana, enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, condenou a escalada do conflito. No entanto, nenhum desses líderes citou o ataque ucraniano que precedeu a retaliação russa.

O representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, acusou diplomatas ocidentais de ignorar os atos do governo de Kiev, que ele descreveu como "neo-nazista". A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, informou que veículos de imprensa ocidentais, como BBC e CNN, recusaram o convite para visitar o local do ataque, enquanto jornalistas japoneses foram proibidos de realizar a cobertura.

O ataque ao dormitório estudantil em Starobelsk representa um episódio significativo na escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia, evidenciando a intensificação do uso de drones em operações militares e o impacto direto sobre civis. A omissão dos líderes europeus em comentar o ataque ucraniano levanta questões sobre a narrativa predominante e a seletividade na condenação dos atos de violência.

Do ponto de vista estratégico, a resposta russa com armamento hipersônico e balístico indica um esforço para demonstrar capacidade militar avançada e dissuadir novas ações ucranianas. A utilização desses sistemas em áreas urbanas e centros de comando pode influenciar o equilíbrio tático e a percepção internacional sobre o conflito.

Para os próximos passos, é provável que a escalada continue enquanto as partes mantiverem ataques e retaliações, dificultando negociações de paz. A ausência de posicionamento claro da União Europeia sobre o ataque ucraniano pode afetar a credibilidade do bloco em mediações futuras e influenciar a dinâmica política entre os países envolvidos e seus aliados internacionais.