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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Ataques com bombas em Tessalônica causam morte da mãe de política grega

Ataques incendiários em Tessalônica causaram a morte da mãe de uma política grega do partido Nova Democracia, aumentando a preocupação com a violência política na Grécia.

Ataques com bombas em Tessalônica causam morte da mãe de política grega

Uma série de ataques incendiários em Tessalônica, no norte da Grécia, resultou na morte de Vagia Nestora, mãe da política Afroditi Nestora, do partido Nova Democracia. Aos 72 anos, Vagia sofreu queimaduras graves em cerca de 80% do corpo e múltiplas falhas orgânicas após um incêndio provocado por dispositivos explosivos improvisados no prédio onde sua filha reside. Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu aos ferimentos e faleceu após receber cuidados intensivos no hospital local.

Os ataques ocorreram na madrugada de quarta-feira, com três incidentes distintos envolvendo bombas caseiras e coquetéis molotov. O primeiro ataque foi registrado às 04h18, seguido por outros dois às 04h23 e 04h35, respectivamente. A polícia acredita que os responsáveis utilizaram uma motocicleta para se deslocar rapidamente entre os locais e posicionar os artefatos incendiários.

Além do prédio da família Nestora, outros dois alvos foram identificados: as residências de Zisis Ioakeimovits, presidente do comitê administrativo da Nova Democracia em Tessalônica, e do ex-deputado Savvas Anastasiadis. Esses ataques não resultaram em feridos, mas causaram danos materiais significativos, incluindo a destruição de veículos e prejuízos estruturais nos imóveis atingidos.

A filha da vítima fatal, Afroditi Nestora, que também é candidata pelo partido, sofreu queimaduras e inalação de fumaça, permanecendo internada para tratamento. O pai de Afroditi, que possui problemas de saúde preexistentes, e outros dois moradores do prédio foram hospitalizados devido a dificuldades respiratórias decorrentes do incêndio.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, condenou veementemente os ataques, classificando-os como atos de violência política inaceitáveis e ressaltando a necessidade de uma resposta unificada para combater o terrorismo e afastá-lo da sociedade. Ele enfatizou que os responsáveis serão tratados como criminosos e enfrentarão as consequências legais de seus atos.

As investigações foram assumidas pelo Serviço Antiterrorismo da Grécia, que ainda não identificou os autores nem recebeu reivindicações de responsabilidade pelos ataques. A polícia trabalha com a hipótese de que os ataques foram coordenados por um mesmo grupo ou indivíduo.

Líderes da oposição também se manifestaram, exigindo a prisão e punição dos culpados. Nikos Androulakis, líder da oposição, destacou a importância do respeito às leis e à democracia, afirmando que atos criminosos não podem ser tolerados em um Estado de direito. O ex-primeiro-ministro Alexis Tsipras reforçou a condenação, afirmando que o terrorismo não tem espaço em sociedades democráticas.

Este episódio representa um grave incidente de violência política na Grécia, refletindo tensões internas que podem afetar a estabilidade social e política do país. A morte de uma familiar próxima de uma figura pública eleva a gravidade do caso, colocando pressão sobre as autoridades para intensificar as medidas de segurança e investigação.

Do ponto de vista estratégico, esses ataques podem desencadear um aumento na vigilância e na repressão contra grupos radicais ou extremistas no país. A resposta governamental e a cooperação entre forças de segurança serão cruciais para evitar a escalada de episódios semelhantes. Além disso, o impacto político pode influenciar o ambiente eleitoral e a percepção pública sobre a segurança e a governança na Grécia.

Nos próximos passos, espera-se que as investigações avancem para identificar e capturar os responsáveis, enquanto o governo busca fortalecer mecanismos de proteção a políticos e suas famílias. A situação também pode gerar debates sobre políticas antiterrorismo e o equilíbrio entre segurança e direitos civis no país.