A guerra entre Rússia e Ucrânia continua marcada por ataques com drones que causam vítimas civis e danos significativos em ambos os lados. Nas últimas 24 horas, a Rússia lançou 863 drones contra alvos ucranianos, segundo o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. Em resposta, as forças russas afirmam ter abatido 389 drones ucranianos, incluindo ataques em regiões russas como Tatarstan e na Península da Crimeia, atualmente ocupada.
Na fronteira entre Ucrânia e Polônia, país membro da OTAN, foram registrados ataques russos com drones. O ponto de passagem Dorohusk-Yahodyn chegou a ser temporariamente fechado após um ataque a um caminhão a cerca de 800 metros da fronteira polonesa, mas já retomou suas operações. Além disso, um trem com destino a Varsóvia foi atingido por um drone russo próximo à fronteira, sem causar vítimas.
O Ministério da Defesa da Rússia informou que suas forças atacaram instalações logísticas e energéticas ucranianas durante a noite, além de infraestruturas que facilitam o transporte de cargas militares vindas da Europa, especialmente pelas fronteiras com Polônia, Romênia e Moldávia, essenciais para o abastecimento ucraniano.
Na cidade portuária de Odesa, no Mar Negro, pelo menos nove pessoas ficaram feridas em um ataque noturno russo. A cidade é um ponto estratégico para as exportações ucranianas e tem sido alvo constante de ataques com drones e mísseis, numa tentativa de Moscou de bloquear as saídas comerciais da Ucrânia.
Em outra frente, dois civis morreram em ataques com drones ucranianos na região russa de Tatarstan, na cidade de Nizhnekamsk, onde 12 pessoas ficaram feridas. Próximo à Usina Nuclear de Zaporizhzhia, também houve ataques a caminhões de combustível, resultando em duas mortes, conforme informou o chefe da corporação nuclear russa Rosatom.
Apesar da escalada dos ataques, há sinais de que negociações podem ocorrer em breve. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, mencionou a possibilidade de negociações tripartites entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos em outubro. Recentemente, negociadores americanos visitaram Kiev e Moscou para tentar avançar nas conversas de paz, enquanto os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin mantiveram contato telefônico. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy também se declarou disposto a encontrar Putin durante a cúpula do G20 em Miami, em dezembro.
A guerra, que já dura mais de quatro anos, segue com ataques frequentes e vítimas civis, enquanto a comunidade internacional acompanha atentamente os desdobramentos e as tentativas de diálogo entre as partes envolvidas.