Na manhã desta sexta-feira, o grupo Hezbollah continuou lançando foguetes contra localidades no norte de Israel, causando danos em residências na comunidade de Gesher Haziv, na Galileia Ocidental. Além disso, um drone operado pelo grupo a partir do Líbano atingiu a cidade de Metula, provocando prejuízos em uma casa particular. Imagens divulgadas mostram um quarto com um buraco na parede em Gesher Haziv, resultado do impacto de um foguete, e outra residência danificada em Metula.
Durante uma das ofensivas, vários foguetes disparados contra Haifa foram interceptados pelo sistema de defesa israelense ou caíram em áreas abertas, sem causar feridos. O Exército de Defesa de Israel (IDF) informou que o Hezbollah tem lançado centenas de foguetes diariamente, embora a maioria seja direcionada às forças israelenses no sul do Líbano, com apenas algumas dezenas cruzando a fronteira para o território israelense.
O IDF acredita que o Hezbollah ainda possui milhares de foguetes de curto alcance e centenas de projéteis de longo alcance. As forças israelenses destacam que a maior parte dos ataques do grupo terrorista é realizada a partir de áreas mais profundas no sul do Líbano, não próximas à fronteira direta.
Paralelamente, autoridades libanesas confirmaram que Israel destruiu uma ponte na região leste do Líbano, entre as localidades de Sohmor e Mashghara, após aviso do IDF de que atingiria duas pontes para impedir o trânsito de reforços ao Hezbollah. A ponte destruída estava localizada a cerca de 100 metros de outra que também estava na mira das forças israelenses. Israel já havia atacado outras cinco pontes sobre o rio Litani, que são rotas principais no sul do Líbano.
Na noite de sexta-feira, o IDF iniciou uma série de ataques contra o que classificou como "infraestrutura terrorista" nos subúrbios do sul de Beirute. Embora detalhes adicionais não tenham sido divulgados imediatamente, o exército israelense tem realizado dezenas de ataques contra alvos do Hezbollah na região nos últimos meses, alertando repetidamente os civis libaneses para evacuarem essas áreas.
Em operações terrestres no sul do Líbano, tropas israelenses da Brigada Nahal capturaram um depósito do Hezbollah contendo diversos armamentos, incluindo drones com visão em primeira pessoa (FPV), rifles de precisão, lançadores de foguetes RPG e outros equipamentos. O uso crescente desses drones pelo Hezbollah tem representado um desafio para as tropas israelenses que realizam ofensivas terrestres.
O IDF também informou que a Força Aérea israelense bombardeou um lançador de foguetes do Hezbollah no Líbano minutos após o grupo ter disparado projéteis contra o norte de Israel, sem causar vítimas. Na quinta-feira, uma operação da unidade Multi-Domain eliminou três combatentes do Hezbollah que planejavam lançar foguetes contra Israel a partir do sul do Líbano, destruindo o lançador identificado.
Desde o início das hostilidades, o IDF afirma ter neutralizado cerca de mil combatentes do Hezbollah, incluindo centenas da força de elite Radwan. Mais de 3.500 alvos do grupo terrorista foram atingidos, abrangendo centros de comando, depósitos de armas e lançadores de foguetes e mísseis.
O governo israelense anunciou a criação de uma zona de segurança desmilitarizada no sul do Líbano, estendendo-se até o rio Litani, com o objetivo de eliminar a ameaça representada pelo Hezbollah. Essa área será monitorada por vigilância, poder de fogo e tropas terrestres em pontos estratégicos. O ministro da Defesa, Israel Katz, ordenou a demolição de todas as construções na chamada "primeira linha" de vilarejos libaneses próximos à fronteira para impedir que o Hezbollah utilize essas localidades como bases para ataques.
Até o momento, dez soldados israelenses foram mortos em combates no sul do Líbano, enquanto dois civis israelenses faleceram devido a ataques do Hezbollah e um civil foi acidentalmente morto por fogo israelense no norte do país.
Análise estratégica: A continuidade dos ataques do Hezbollah e a resposta militar israelense indicam uma escalada persistente no conflito entre Israel e o grupo libanês. A destruição de pontes e infraestrutura crítica no Líbano visa limitar a mobilidade e o reforço das forças do Hezbollah, dificultando suas operações. A criação da zona de segurança até o rio Litani representa uma tentativa de Israel de estabelecer uma barreira física e operacional contra futuras ameaças, embora isso possa gerar tensões políticas e humanitárias na região.
Nos próximos passos, é provável que o IDF mantenha operações ofensivas para enfraquecer a capacidade militar do Hezbollah, enquanto o grupo pode intensificar ataques com foguetes e drones para pressionar Israel. A situação permanece volátil, com riscos de ampliação do conflito, afetando a estabilidade regional e as relações entre Israel, Líbano e atores externos envolvidos no cenário do Oriente Médio.