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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Board of Peace nega fechamento do centro de coordenação do cessar-fogo no sul de Israel

Board of Peace nega fechamento do centro de coordenação do cessar-fogo em Israel e reafirma avanço na entrega de ajuda humanitária a Gaza, apesar de impasses no desarmamento do Hamas.

Board of Peace nega fechamento do centro de coordenação do cessar-fogo no sul de Israel

O Board of Peace, entidade internacional liderada pelos Estados Unidos, desmentiu relatos sobre o encerramento do Civil-Military Coordination Center (CMCC), um centro responsável por facilitar a entrada de ajuda humanitária em Gaza e monitorar o cessar-fogo entre Israel e Hamas. A informação surgiu após uma reportagem que indicava que o CMCC seria incorporado à ainda não formada Força Internacional de Estabilização (ISF).

O CMCC está sediado na cidade de Kiryat Gat, no sul de Israel, e desempenha papel fundamental na coordenação das operações de assistência humanitária à população da Faixa de Gaza, além de supervisionar o acordo de cessar-fogo vigente. Em comunicado oficial divulgado pela conta da entidade no X, o Board of Peace afirmou que o centro continua ativo e ampliando suas operações para garantir a entrega de ajuda em níveis sem precedentes.

Segundo o plano original divulgado em setembro do ano anterior, a Força Internacional de Estabilização deveria assumir gradualmente as funções atualmente desempenhadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) em Gaza, além de treinar e apoiar uma força policial palestina para garantir a segurança a longo prazo na região. No entanto, mais de seis meses após o anúncio, a ISF ainda não foi implantada, apesar do anúncio de que cinco países concordaram em contribuir com pessoal para a força.

Fontes diplomáticas relataram que a quantidade de ajuda humanitária entrando em Gaza tem se mantido estável, contrariando a intenção do CMCC de ampliar o fluxo. O Board of Peace rebateu essas afirmações, destacando que a assistência alimentar tem alcançado um número maior de pessoas, com melhorias nos indicadores nutricionais.

Desde o início do cessar-fogo, mais de 800 palestinos foram mortos, segundo dados do ministério da saúde controlado pelo Hamas, embora essas informações não tenham sido verificadas de forma independente e não diferenciem entre civis e combatentes. Do lado israelense, quatro soldados perderam a vida em Gaza desde a implementação da trégua.

A operação do CMCC tem enfrentado dificuldades desde sua criação. Há relatos de que forças americanas no centro acusaram militares israelenses de realizar vigilância intensa sobre as atividades no local, o que foi negado pelas Forças de Defesa de Israel, que qualificaram a acusação como infundada. Além disso, diplomatas europeus manifestaram dúvidas sobre a eficácia e o propósito do centro, com alguns países reduzindo sua participação nas atividades do CMCC.

Outro ponto crítico é o impasse nas negociações para o desarmamento do Hamas, uma das condições principais do plano de 20 pontos que resultou no cessar-fogo e na libertação dos reféns israelenses. Apesar do ultimato expirado há quase três semanas, o grupo palestino não aceitou propostas para entregar suas armas, mantendo o status quo na Faixa de Gaza.

A situação atual reflete desafios complexos na implementação do acordo de cessar-fogo e na estabilização da região. A continuidade das operações do CMCC é essencial para garantir a assistência humanitária e a supervisão do cessar-fogo, mas a falta de progresso na formação da ISF e no desarmamento do Hamas indica que o processo de paz e reconstrução ainda enfrenta obstáculos significativos.

No cenário estratégico, a manutenção do CMCC e o eventual estabelecimento da ISF são cruciais para a estabilidade a médio e longo prazo em Gaza. A demora na implantação da força internacional e a resistência do Hamas ao desarmamento podem prolongar a instabilidade e dificultar a reconstrução da região. A comunidade internacional deverá acompanhar de perto os próximos passos, especialmente no que diz respeito à cooperação entre Israel, os grupos palestinos e os países envolvidos na ISF, para evitar uma escalada dos conflitos e garantir a continuidade da ajuda humanitária.

Assim, o futuro da Faixa de Gaza permanece incerto, com desafios políticos e militares que exigem negociações delicadas e compromissos firmes para assegurar a paz e o desenvolvimento sustentável na área.