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domingo, 04 de janeiro de 2026
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China recebe Donald Trump em cúpula de dois dias com líderes e empresários

Donald Trump participou de cúpula de dois dias em Pequim com Xi Jinping, incluindo reuniões bilaterais e encontro com líderes empresariais, reforçando diálogo entre EUA e China.

China recebe Donald Trump em cúpula de dois dias com líderes e empresários

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou de uma série de encontros em Pequim durante uma cúpula de dois dias com o presidente chinês, Xi Jinping. A visita ocorreu em um contexto de relações bilaterais complexas entre as duas maiores economias do mundo. Trump chegou à capital chinesa na noite de quarta-feira, onde foi recebido com uma cerimônia oficial que incluiu uma salva de tiros e a presença de jovens acenando com bandeiras dos EUA e da China.

Na quinta-feira, Trump e Xi participaram de uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, um dos símbolos do poder político na China. Após cumprimentos formais e inspeção das tropas alinhadas, os líderes seguiram para uma série de reuniões bilaterais. Durante as conversas, Xi Jinping destacou a importância das relações entre os dois países, afirmando que elas são fundamentais não apenas para as populações dos EUA e da China, que somam cerca de 1,7 bilhão de pessoas, mas também para o equilíbrio global.

Xi ressaltou que o "grande rejuvenescimento da nação chinesa" pode caminhar lado a lado com o lema "Make America Great Again" (Faça a América Grande Novamente), slogan da campanha de Trump. O presidente chinês classificou a visita como histórica e enfatizou que o mundo inteiro acompanha o desenrolar das negociações entre as duas potências.

Donald Trump, por sua vez, agradeceu a recepção calorosa e convidou Xi Jinping e sua esposa, Peng Liyuan, para visitarem a Casa Branca em setembro. O ex-presidente americano destacou que, apesar das dificuldades que surgiram ao longo do tempo, houve diálogo constante e resolução rápida de problemas entre os dois países.

Além dos encontros políticos, a delegação americana contou com a presença de importantes líderes empresariais, como Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX; Tim Cook, CEO da Apple; Jensen Huang, CEO da Nvidia; e Larry Fink, presidente da BlackRock. A participação dessas figuras reforça o interesse econômico e tecnológico que permeia as relações entre EUA e China, especialmente em setores estratégicos como tecnologia e inovação.

Na parte cultural da visita, Trump e Xi visitaram o Templo do Céu, um complexo histórico do século XV onde antigos imperadores chineses realizavam rituais para garantir boas colheitas. Trump comentou sobre a beleza do local e elogiou a China, destacando a importância do patrimônio cultural para o entendimento entre as nações.

Durante o jantar oficial realizado no Grande Salão do Povo, foi servido um cardápio sofisticado que incluiu pratos tradicionais chineses, como pato laqueado de Pequim, sopa de tomate com lagosta e bolinhos de porco fritos. As sobremesas apresentaram uma combinação de doces locais e internacionais, como tiramisu.

A visita de Trump a Pequim ocorre em um momento delicado para as relações sino-americanas, marcadas por disputas comerciais, tecnológicas e geopolíticas. A presença de executivos do setor tecnológico evidencia a importância do diálogo para evitar maiores rupturas e encontrar caminhos para cooperação.

A cúpula também pode ser vista como uma oportunidade para ambas as partes demonstrarem disposição para reduzir tensões e fortalecer canais de comunicação, fundamentais para a estabilidade global. A troca de convites oficiais entre os líderes indica a intenção de manter o diálogo aberto, mesmo diante das divergências.

No cenário internacional, o encontro reforça a relevância da China e dos Estados Unidos como atores centrais na definição dos rumos econômicos e políticos do século XXI. A interação entre Trump e Xi pode influenciar decisões futuras relacionadas a comércio, segurança e tecnologia, áreas que impactam diretamente a dinâmica global.

Em termos estratégicos, a visita sinaliza que, apesar das disputas, há interesse em preservar um relacionamento funcional entre as duas potências. O envolvimento de grandes empresários sugere que o setor privado continuará desempenhando papel importante na mediação e no avanço das relações bilaterais.

Os próximos passos provavelmente incluirão negociações mais específicas sobre comércio, propriedade intelectual e cooperação tecnológica. A continuidade do diálogo poderá contribuir para a redução de riscos de confrontos econômicos mais severos e para a construção de uma agenda comum que beneficie ambos os países e o sistema internacional como um todo.