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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Colômbia registra assassinato de dois assessores de campanha às vésperas das eleições presidenciais

Dois assessores de campanha foram assassinados na Colômbia às vésperas das eleições presidenciais, aumentando preocupações sobre segurança e participação política no país.

Colômbia registra assassinato de dois assessores de campanha às vésperas das eleições presidenciais

Duas pessoas que trabalhavam em campanhas presidenciais na Colômbia foram assassinadas pouco antes da realização das eleições no país, previstas para o dia 31 de maio de 2026. O anúncio foi feito pelo candidato de direita Abelardo de la Espriella, que informou que os dois funcionários foram mortos por homens armados que os atacaram enquanto estavam em motocicletas, na região central do departamento de Meta, na noite de sexta-feira.

De acordo com relatos, as vítimas foram identificadas como Rogers Mauricio Devia Escoba, ex-prefeito da cidade de Cubarral, e seu assessor Eder Fabian Cardona Lopez. Além desse episódio, houve também um ataque contra um ex-candidato a prefeito na mesma área, embora detalhes adicionais não tenham sido divulgados.

A Defensoria do Pueblo da Colômbia expressou preocupação com o impacto desses atos violentos sobre o exercício dos direitos políticos e a participação democrática nas eleições presidenciais que se aproximam. Em comunicado, a instituição destacou que ameaças, violência e intimidação comprometem o debate público, aumentam os riscos para lideranças políticas e sociais e fragilizam a convivência democrática.

O departamento de Meta é conhecido por ser uma área de forte presença de grupos rebeldes e de tráfico de cocaína, o que contribui para o aumento da violência e da criminalidade local. Esse contexto tem sido um fator relevante na campanha eleitoral, que busca suceder o atual presidente Gustavo Petro, o primeiro líder de esquerda a governar o país.

O principal candidato à presidência, o senador de esquerda Iván Cepeda, tem prometido dar continuidade às políticas de Petro, que incluem esforços para uma solução negociada do conflito armado colombiano. Por outro lado, Abelardo de la Espriella, candidato de direita, tem se posicionado como uma figura populista, inspirando-se em líderes como Nayib Bukele, de El Salvador, e Javier Milei, da Argentina.

Pesquisas indicam que Cepeda lidera as intenções de voto com uma faixa entre 37% e 40%, seguido por de la Espriella, que tem mais de 20% de apoio, e pela senadora de centro-direita Paloma Valencia. Ao todo, 14 candidatos estão registrados para a disputa presidencial.

A violência política tem sido uma constante no processo eleitoral. Pelo menos três candidatos relataram ameaças de morte, e os principais concorrentes têm adotado medidas rigorosas de segurança. Em 2025, o senador e candidato Miguel Uribe foi baleado durante um comício em Bogotá e faleceu meses depois em decorrência dos ferimentos.

Além disso, a vice de Cepeda, a ativista indígena e senadora Aida Quilcue, foi sequestrada temporariamente por um grupo dissidente das FARC, que rejeitou o acordo de paz firmado em 2016 e mantém ações armadas contra o governo.

Esses episódios refletem a persistência da violência política e dos desafios à estabilidade democrática na Colômbia, especialmente em regiões marcadas por conflitos armados e atividades ilícitas. O contexto eleitoral atual demonstra a complexidade de garantir um ambiente seguro para a participação política plena e livre.

A continuidade do processo eleitoral em meio a essas ameaças exigirá esforços coordenados das autoridades para garantir a segurança dos candidatos, equipes e eleitores. A manutenção do diálogo político e a proteção das liberdades democráticas serão essenciais para o fortalecimento do sistema eleitoral colombiano.

Em termos estratégicos, a persistência da violência pode influenciar a dinâmica eleitoral, afetando a mobilização dos eleitores e a legitimidade do pleito. A resposta do governo e das instituições de segurança será decisiva para conter a escalada de ataques e assegurar condições adequadas para a votação. Observadores internacionais e atores políticos locais devem acompanhar atentamente os desdobramentos para evitar que a insegurança comprometa o processo democrático e a estabilidade política do país.