No 16º dia da escalada militar envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, o conflito mantém-se intenso e com impactos significativos na região do Oriente Médio. Na madrugada de domingo, ataques aéreos conjuntos dos EUA e Israel atingiram a cidade de Isfahan, no centro do Irã, resultando na morte de pelo menos 15 pessoas e vários feridos. Sirenes de alerta soaram em Israel em resposta a múltiplos lançamentos de mísseis iranianos, que também continuaram a atingir países do Golfo Pérsico. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã estaria disposto a negociar, mas ressaltou que as condições ainda não são satisfatórias para um acordo, ao mesmo tempo em que convocou uma coalizão naval para garantir a segurança do Estreito de Hormuz, passagem estratégica para o transporte de petróleo.
No território iraniano, áreas residenciais em Shiraz foram atacadas, provocando danos significativos e vítimas civis. Autoridades locais descreveram os ataques como atos terroristas contra áreas civis. Além disso, 20 pessoas foram presas no noroeste do país sob suspeita de colaborar com Israel, fornecendo informações sobre instalações militares e de segurança iranianas. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou a realização da sua 50ª onda de ataques contra bases militares americanas na região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, alertou para a possibilidade de retaliações perigosas, especialmente após os ataques com mísseis de cruzeiro lançados a partir dos Emirados Árabes Unidos.
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi mencionado pelo chanceler iraniano, que negou rumores sobre ferimentos graves sofridos por ele. O IRGC também emitiu um alerta para que a indústria americana retire suas operações do Oriente Médio, recomendando que civis evitem fábricas com participação de empresas dos EUA, após ataques que resultaram em mortes de trabalhadores civis. O comandante da marinha do IRGC afirmou que o Estreito de Hormuz permanece aberto, mas sob controle rigoroso do Irã. As autoridades de Teerã reportaram que cerca de 10 mil residências foram danificadas ou destruídas devido aos ataques, com um total de mais de 1.400 mortos desde o início das operações militares em 28 de fevereiro. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que mais de 15 mil alvos inimigos foram atingidos até o momento.
No Golfo Pérsico, os países da região também enfrentam ataques e tensões crescentes. Na Arábia Saudita, drones foram interceptados na área metropolitana de Riade, com relatos de mortes e feridos devido aos ataques iranianos. Os Emirados Árabes Unidos sofreram ataques com mísseis e drones contra a base aérea de al-Dhafra, enquanto fumaça foi observada no porto de Fujairah após a interceptação de drones. Abu Dhabi acusou o Irã de "falência moral" após alegações iranianas de que ataques a Kharg Island partiram dos Emirados. No Bahrein, sirenes soaram e residentes foram orientados a buscar locais seguros, com prisões efetuadas por disseminação de informações falsas sobre os ataques. No Kuwait, mísseis atingiram áreas próximas à base aérea Ahmad al-Jaber, ferindo soldados, e drones danificaram o sistema de radar do aeroporto internacional do país. O Catar informou ter interceptado todos os mísseis e drones lançados pelo Irã.
Nos Estados Unidos, o presidente Trump reafirmou que o Irã deseja negociar, mas as condições ainda não são adequadas. Ele também sugeriu a formação de uma coalizão internacional para proteger o Estreito de Hormuz, embora nenhum país tenha confirmado participação, e o Japão tenha descartado a possibilidade devido à complexidade do compromisso. A administração Trump também ameaçou revogar licenças de veículos de mídia que apresentem cobertura crítica sobre a guerra. Paralelamente, esforços diplomáticos para iniciar negociações de paz foram rejeitados pela administração americana, enquanto o Irã condiciona qualquer cessar-fogo ao fim dos ataques dos EUA e Israel. Pesquisas indicam que a maioria dos eleitores americanos é contrária à continuação dos ataques e não apoia o envio de tropas terrestres ao Irã.
Em Israel, o Ministério da Saúde informou que 108 pessoas foram hospitalizadas devido aos confrontos recentes. Sirenes de ataque aéreo foram ouvidas durante a noite e manhã, com fragmentos de mísseis iranianos caindo próximos a Tel Aviv, apesar da interceptação pelos sistemas de defesa. Israel comunicou aos EUA que está com estoques críticos de interceptores de mísseis balísticos. No Líbano, o grupo Hezbollah enfrenta avanços das forças israelenses no sul do país, com ataques a posições militares e civis, resultando em mortes e deslocamentos massivos. Autoridades de saúde relataram a morte de 14 profissionais da área em decorrência dos ataques.
No Iraque, a embaixada dos EUA em Bagdá recomendou que cidadãos americanos deixem o país devido à ameaça de grupos militantes alinhados ao Irã. Ataques recentes atingiram prisões e um campo petrolífero na região de Erbil, causando incêndios e suspensão temporária das operações. Na Jordânia, a maioria dos mísseis e drones lançados pelo Irã foram interceptados, mas houve feridos em decorrência dos ataques.
A escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel tem ampliado a instabilidade no Oriente Médio, afetando diretamente a segurança e a economia dos países do Golfo e da região em geral. A possibilidade de um confronto mais amplo permanece, especialmente se o Irã decidir fechar o Estreito de Hormuz, o que impactaria o comércio global de petróleo. A resposta internacional, incluindo a formação de coalizões navais ou diplomáticas, será determinante para a evolução do conflito. O cenário sugere uma continuidade das operações militares e um aumento da pressão sobre as negociações diplomáticas, que até o momento não avançaram significativamente. A situação requer monitoramento constante, dado o potencial de escalada e as consequências geopolíticas para o equilíbrio regional e global.