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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Conselho de Segurança da ONU deve votar resolução suavizada sobre o Estreito de Hormuz nesta terça-feira

O Conselho de Segurança da ONU deve votar nesta terça uma resolução suavizada para proteger a navegação no Estreito de Hormuz, após oposição da China à autorização do uso da força. A região vive alta tensão com ataques recentes entre Irã e Israel, e a Arábia Saudita interceptou mísseis balísticos. A resolução busca garantir a segurança marítima sem autorizar ações militares diretas.

Conselho de Segurança da ONU deve votar resolução suavizada sobre o Estreito de Hormuz nesta terça-feira

O Conselho de Segurança das Nações Unidas está programado para votar nesta terça-feira uma resolução que visa proteger a navegação comercial no Estreito de Hormuz, uma importante rota marítima para o transporte global de energia. A proposta, no entanto, foi significativamente suavizada para evitar o veto de membros permanentes, especialmente a China, que se opôs à autorização explícita do uso da força. O texto revisado não inclui mais a permissão para ações militares, focando em um chamado para que os países interessados coordenem esforços defensivos para garantir a segurança e a liberdade de navegação na região.

Desde o final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irã, a situação no Estreito de Hormuz tem se deteriorado, com o Irã praticamente bloqueando a passagem, o que elevou os preços do petróleo e aumentou as tensões geopolíticas. O Bahrain, atual presidente do Conselho de Segurança, lidera as negociações para aprovar a resolução e tem contado com o apoio de outros países árabes do Golfo e dos Estados Unidos. A versão inicial da resolução, que autorizava o uso de "todos os meios defensivos necessários" para proteger a navegação comercial, foi retirada após resistências, principalmente da China e da Rússia.

O texto final encoraja os Estados a coordenarem esforços defensivos proporcionais às circunstâncias para garantir a segurança da navegação, incluindo a escolta de navios mercantes. Além disso, apoia iniciativas para dissuadir tentativas de fechar, obstruir ou interferir na passagem internacional pelo Estreito de Hormuz. Para ser aprovada, a resolução precisa de pelo menos nove votos favoráveis e não pode ser vetada por nenhum dos cinco membros permanentes do Conselho: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.

Enquanto isso, a região continua em estado de alerta. Nas últimas horas, o Exército de Israel realizou uma série de ataques aéreos contra alvos ligados ao regime iraniano em Teerã e outras regiões do Irã, como resposta a ataques com mísseis balísticos iranianos contra o sul de Israel. Sirenes soaram em Beersheba e áreas próximas após o lançamento de mísseis, mas não foram registrados feridos ou danos significativos.

Além disso, a Arábia Saudita informou ter interceptado sete mísseis balísticos lançados em direção à sua região leste, com destroços caindo próximos a instalações de energia, embora o impacto dos danos ainda esteja sendo avaliado. Explosões também foram ouvidas em partes de Teerã e na cidade próxima de Karaj, embora detalhes sobre os eventos ainda não tenham sido divulgados.

No Líbano, foguetes disparados pelo Hezbollah ativaram sirenes em cidades fronteiriças, enquanto em Damasco, a capital síria, explosões foram relatadas devido à interceptação de mísseis iranianos pelas defesas aéreas israelenses. Em outro incidente, um drone supostamente iraniano caiu em uma residência na região do Curdistão iraquiano, causando a morte de duas pessoas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a suspensão das operações de evacuação médica em Gaza após a morte de um trabalhador contratado para prestar serviços à agência durante um incidente de segurança. A OMS ressaltou a necessidade de proteção para civis e trabalhadores humanitários na região.

A votação da resolução da ONU ocorre em um contexto de crescente tensão e conflito na região, com múltiplos atores envolvidos em ações militares e diplomáticas. A suavização da proposta reflete a complexidade de alcançar um consenso entre as potências globais, especialmente diante das divergências sobre o uso da força e a escalada do conflito.

Estratégicamente, a aprovação da resolução, mesmo em sua forma atenuada, pode representar um passo importante para a contenção das hostilidades e para a manutenção da estabilidade na rota marítima vital do Estreito de Hormuz. No entanto, a ausência de autorização explícita para o uso da força limita a capacidade do Conselho de Segurança de responder de forma mais contundente a possíveis agressões, o que pode prolongar o estado de insegurança na região.

Os próximos passos dependerão da disposição dos membros do Conselho em apoiar a resolução e da capacidade das partes envolvidas no conflito de respeitar os acordos internacionais de navegação. Caso a votação não obtenha sucesso, o cenário poderá se agravar, com impactos diretos no mercado global de energia e na segurança regional. A continuidade dos ataques e contra-ataques militares indica que a situação permanece volátil, exigindo atenção constante da comunidade internacional.