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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Estados Unidos e Irã preveem assinatura de acordo para encerrar conflito e reabrir Estreito de Hormuz

Estados Unidos e Irã planejam assinar acordo para encerrar conflito e reabrir Estreito de Hormuz, com mediação do Paquistão e negociações futuras sobre programa nuclear.

Estados Unidos e Irã preveem assinatura de acordo para encerrar conflito e reabrir Estreito de Hormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um acordo entre os EUA e o Irã está previsto para ser assinado no domingo, com o objetivo de encerrar o conflito entre as duas nações. Segundo Trump, após a assinatura do acordo, o Estreito de Hormuz, rota marítima estratégica para o transporte global de petróleo e gás, será aberto para todas as nações. No entanto, autoridades iranianas expressaram cautela em relação à data exata da assinatura, indicando que o acordo não será formalizado imediatamente.

O Paquistão, atuando como mediador-chave nas negociações, confirmou que a finalização do acordo é esperada nas próximas 24 horas e que estão se preparando para uma assinatura eletrônica do documento. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, destacou que o país está mais próximo de um acordo de paz do que nunca, e que após a assinatura, serão realizadas conversas técnicas na semana seguinte.

Antes das declarações de Trump, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que será necessário aguardar para confirmar a data da assinatura do memorando de entendimento, descartando a possibilidade de que isso ocorra no dia seguinte. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, também indicou que o acordo está próximo e que prevê o fim do conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano, a reabertura do Estreito de Hormuz e o levantamento do bloqueio americano aos portos iranianos.

Araghchi ressaltou que as negociações sobre o programa nuclear iraniano devem ocorrer posteriormente, separadamente do acordo principal. Os Estados Unidos confirmaram alguns detalhes do acordo, afirmando que os benefícios econômicos para o Irã dependerão do cumprimento das obrigações por parte de Teerã.

O conflito entre os EUA e o Irã teve início em 28 de fevereiro, com ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano, o que levou o Irã a retaliar contra Israel e países aliados dos EUA na região do Golfo. Como resultado, o Estreito de Hormuz foi praticamente fechado, afetando o trânsito de petróleo e gás liquefeito para o mercado mundial.

Trump também mencionou que, em momento oportuno e com a situação estabilizada, os EUA planejam recuperar material nuclear iraniano para destruição, numa referência às reservas de urânio enriquecido do Irã. Ele alertou que, caso o acordo não avance de forma rápida e tranquila, Washington possui uma alternativa final, que espera não precisar utilizar.

Nos últimos dias, houve especulações sobre a inclusão do Líbano no acordo, com relatos indicando que o Irã teria insistido para que o país fizesse parte do entendimento, embora algumas fontes americanas tenham sugerido o contrário. Variações do acordo foram esperadas diversas vezes nas últimas semanas, mas não foram concluídas nos estágios finais.

A assinatura do acordo pode representar um passo importante para a redução das tensões na região do Oriente Médio, especialmente com a reabertura do Estreito de Hormuz, que é vital para o comércio mundial de energia. A mediação paquistanesa destaca o papel de atores regionais na busca por estabilidade.

Caso o acordo seja efetivado, poderá abrir caminho para negociações futuras sobre o programa nuclear iraniano e a diminuição das hostilidades envolvendo Israel, Irã e seus aliados. No entanto, o sucesso do acordo dependerá do cumprimento rigoroso dos termos por todas as partes envolvidas e da capacidade de manter a calma na região.

A continuidade das conversas técnicas após a assinatura indica que o processo de paz será gradual e complexo, exigindo monitoramento constante e possíveis ajustes para garantir a implementação efetiva dos compromissos assumidos. O cenário futuro dependerá da evolução das relações diplomáticas e da resposta dos atores regionais e globais a este novo capítulo nas relações entre os EUA e o Irã.