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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Estados Unidos preparam auditoria para retirar isenção fiscal de fundação de George Soros

O governo dos EUA prepara auditoria para retirar isenção fiscal de fundação de George Soros e outras ONGs de esquerda, ampliando controle sobre organizações suspeitas de irregularidades.

Estados Unidos preparam auditoria para retirar isenção fiscal de fundação de George Soros

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos está se preparando para iniciar uma ampla auditoria que pode resultar na revogação do status de isenção fiscal de diversas organizações sem fins lucrativos alinhadas à esquerda, incluindo a Open Society Foundations (OSF), fundada por George Soros. Além da OSF, outras entidades como o Southern Poverty Law Center e o Council on American-Islamic Relations (CAIR) também estão na mira das autoridades fiscais americanas.

Essa movimentação ocorre no contexto de uma pressão crescente do governo do então presidente Donald Trump contra instituições consideradas por ele como fomentadoras de protestos violentos e desestabilização social. A campanha contra essas organizações ganhou força após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk em setembro do ano anterior, quando Trump classificou o movimento Antifa, supostamente apoiado por essas fundações, como uma organização terrorista doméstica.

O Departamento de Justiça dos EUA chegou a considerar diversas acusações contra a OSF, incluindo apoio material ao terrorismo, extorsão, incêndio criminoso e fraude eletrônica. A fundação, por sua vez, repudiou as investidas, qualificando-as como ataques políticos direcionados à sociedade civil.

A base legal para essa ofensiva inclui uma ordem executiva assinada em 2025 que permite a suspensão do status de isenção fiscal de organizações que atuem com propósitos ilegais substanciais. Com isso, o Tesouro está organizando uma auditoria detalhada para identificar possíveis abusos do código tributário por parte dessas entidades.

Além das fundações mencionadas, grupos alinhados a causas trabalhistas e movimentos anti-corporativos também são alvo da investigação. Fontes indicam que a equipe responsável está determinada a concluir o processo rapidamente, apesar de alguns atrasos internos no Serviço de Receita Federal (IRS).

No entanto, especialistas alertam que essa ofensiva pode desencadear uma série de processos judiciais, o que pode atrasar ou até impedir a efetivação das medidas propostas. A preocupação maior recai sobre organizações que supostamente mantêm vínculos com grupos terroristas estrangeiros, como o CAIR.

Recentemente, o governo Trump também adotou medidas contra três organizações europeias, incluindo dois grupos pró-Palestina, classificando-as como terroristas transnacionais e aplicando sanções do Departamento de Estado dos EUA. Entre essas estão a Palestine Action, Masar Badil e Autistici/Inventati, esta última conhecida por fornecer ferramentas digitais gratuitas para ativistas de esquerda globalmente.

A campanha do governo americano contra o que denomina "terrorismo político de extrema esquerda" tem sido alvo de críticas, tanto por parte dos grupos afetados quanto por observadores independentes, que apontam um possível viés na aplicação das medidas, com foco maior em organizações de esquerda e menos atenção a extremismos de direita.

A iniciativa do Tesouro e do IRS representa um movimento estratégico para controlar o financiamento e a atuação de entidades que, segundo o governo, ameaçam a estabilidade interna dos EUA. No entanto, o sucesso dessa operação dependerá da capacidade de sustentar legalmente as acusações e de enfrentar os desafios judiciais que certamente surgirão.

Caso a auditoria avance e as isenções fiscais sejam revogadas, isso poderá enfraquecer significativamente o poder financeiro dessas organizações, limitando sua capacidade de mobilização e influência política. Por outro lado, a repercussão negativa e a resistência legal podem gerar um prolongado embate judicial e político, impactando o debate sobre liberdade de associação e atuação de ONGs no país.

Em termos estratégicos, essa ação pode ser interpretada como parte de um esforço mais amplo para redefinir o papel das organizações sem fins lucrativos na política americana, especialmente aquelas vinculadas a causas progressistas. O resultado desse processo poderá influenciar futuras políticas de regulação e fiscalização dessas entidades, além de afetar o ambiente político interno e as relações internacionais dos EUA, dada a presença global de algumas dessas fundações.