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domingo, 04 de janeiro de 2026
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EUA e Irã exploram acordo que ligaria Ormuz a alívio de bloqueio

A proposta em discussão prevê uma troca em etapas: retomada da navegação no Estreito de Ormuz em troca da redução de restrições americanas contra o Irã. Não há acordo concluído nem reabertura confirmada.

EUA e Irã exploram acordo que ligaria Ormuz a alívio de bloqueio

Estados Unidos e Irã exploram um acordo em etapas que ligaria a retomada da navegação no Estreito de Ormuz à suspensão do bloqueio econômico ou de outras restrições americanas contra Teerã. A fórmula ainda está em discussão e não representa um acordo firmado: não há confirmação de reabertura do estreito nem de levantamento das medidas americanas.

A ideia é transformar as duas principais formas de pressão da crise em concessões recíprocas. Para o Irã, o alívio das restrições impostas por Washington seria a contrapartida para permitir novamente a passagem marítima por Ormuz. Para os Estados Unidos, a reabertura seria a contrapartida para reduzir essa pressão. Um acordo faseado serviria justamente para evitar que um lado entregue tudo antes de ver a ação do outro.

O estreito é o centro da negociação porque sua situação afeta a navegação comercial e os fluxos de energia. Por isso, a volta do tráfego marítimo teria impacto que vai além da relação entre Washington e Teerã, alcançando empresas, países compradores de energia e mercados que dependem dessas rotas.

Uma autoridade iraniana não identificada disse que o país poderia reabrir Ormuz em até sete dias se os Estados Unidos diminuíssem a pressão militar e levantassem o bloqueio aos portos iranianos. Relatos também indicam que uma proposta iraniana foi levada a Washington por mediadores em 16 de setembro, mas os termos detalhados continuam em negociação.

O principal obstáculo é definir a primeira troca e como cada parte verificaria seu cumprimento. Fontes próximas às conversas avaliam que os dois lados gostariam de uma solução antes das eleições legislativas americanas de 3 de novembro, embora nenhum queira abrir mão primeiro de sua principal alavanca. Sem regras claras para essa sequência, a proposta permanece uma possibilidade de negociação, não uma saída consolidada para a crise.