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domingo, 04 de janeiro de 2026
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EUA valorizam proposta do Líbano para negociações com Israel enquanto Hezbollah mantém ataques com foguetes

Os EUA destacam a importância da proposta do presidente libanês para iniciar negociações diretas com Israel, enquanto o Hezbollah continua ataques na fronteira. A situação permanece tensa com operações militares israelenses no sul do Líbano e esforços diplomáticos em andamento para conter o conflito.

EUA valorizam proposta do Líbano para negociações com Israel enquanto Hezbollah mantém ataques com foguetes

Na sexta-feira, o embaixador dos Estados Unidos no Líbano destacou a importância da iniciativa do presidente libanês Joseph Aoun de iniciar negociações diretas com Israel, visando encerrar o conflito recente entre Israel e o grupo Hezbollah. Apesar da proposta, o grupo terrorista apoiado pelo Irã continuou a realizar ataques na região norte de Israel, mantendo a tensão na fronteira.

O conflito teve início em 2 de março, quando o Hezbollah disparou foguetes contra Israel em retaliação à morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Desde então, a situação escalou, envolvendo operações militares israelenses e ataques contínuos do Hezbollah.

Michel Issa, embaixador americano no Líbano, afirmou que o diálogo é essencial para a resolução do conflito e reconheceu a responsabilidade do presidente Aoun em buscar o encontro com representantes israelenses. No entanto, destacou que Israel ainda não demonstrou intenção de cessar os ataques contra o território libanês, o que pode dificultar o avanço das negociações.

Em 9 de março, o presidente Aoun propôs oficialmente o início das conversações diretas com Israel, mas até o momento Israel declarou que não há planos para tais encontros. Paralelamente, o Exército de Defesa de Israel (IDF) iniciou operações terrestres limitadas no sul do Líbano, em resposta aos ataques constantes de foguetes.

Na última semana, o presidente francês Emmanuel Macron manifestou esperança de que Israel aceite as negociações diretas e ofereceu Paris como local para as conversações. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, durante visita a Israel, expressou preocupação com a possibilidade de uma invasão terrestre israelense no sul do Líbano e ressaltou que o Exército libanês deve agir para desarmar o Hezbollah, conforme solicitado pelo governo do Líbano.

Barrot enfatizou que não vê uma solução imediata para a escalada regional, que se intensificou desde outubro de 2023, mas que esforços diplomáticos continuarão para buscar uma resolução duradoura. Em encontro com o ministro israelense Gideon Sa'ar, discutiu-se a guerra contra o Irã e o aumento dos confrontos com o Hezbollah. Sa'ar criticou a falta de ações efetivas do governo e do exército libanês contra o Hezbollah e ressaltou que Israel continuará a se defender e agir decisivamente contra ameaças.

Durante o dia, o Hezbollah realizou ataques esporádicos com foguetes e drones contra o norte de Israel, sem relatos de vítimas ou danos significativos. As defesas aéreas israelenses interceptaram a maioria dos projéteis, e os ataques partiram de áreas mais internas do sul do Líbano, não diretamente da fronteira.

Desde o início das hostilidades, o IDF afirma ter eliminado mais de 570 combatentes do Hezbollah, incluindo 220 membros da força de elite Radwan. Mais de 2.000 alvos do grupo foram atingidos em três semanas, entre eles centros de comando, depósitos de armas e lançadores de mísseis.

Na madrugada de sábado, um ataque aéreo israelense atingiu uma residência na cidade de Ghandouriyeh, no sul do Líbano, resultando em uma morte e dois feridos, conforme informações da mídia estatal libanesa. O Ministério da Saúde do Líbano reporta mais de mil mortos e mais de um milhão de deslocados desde o início do conflito.

Análise estratégica: A proposta do presidente Aoun para iniciar negociações diretas com Israel representa uma tentativa de desescalada em um conflito que já provocou significativa instabilidade regional. No entanto, a continuidade dos ataques do Hezbollah e a resposta militar israelense indicam que as tensões permanecem elevadas, dificultando o avanço diplomático.

Se Israel mantiver sua postura de operações militares limitadas no território libanês, a situação poderá se agravar, potencialmente envolvendo mais atores regionais. A mediação internacional, especialmente com o envolvimento da França e dos Estados Unidos, será crucial para evitar uma escalada maior. O futuro próximo dependerá da disposição das partes em negociar e da capacidade do governo libanês de exercer controle sobre o Hezbollah, fator que pode influenciar diretamente a estabilidade do Líbano e a segurança na fronteira norte de Israel.