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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Filas em aeroportos dos EUA diminuem após pagamento a agentes da TSA

Após semanas de longas filas nos aeroportos dos EUA, a situação começa a melhorar com o pagamento aos agentes da TSA, reduzindo os tempos de espera em aeroportos como JFK e Houston. No entanto, aeroportos como LaGuardia ainda enfrentam atrasos significativos. A paralisação parcial do governo, que já dura 45 dias, segue impactando o setor aéreo e a economia.

Filas em aeroportos dos EUA diminuem após pagamento a agentes da TSA

Após semanas de longas filas nos pontos de controle de segurança dos aeroportos dos Estados Unidos, a situação começa a se normalizar com a retomada dos pagamentos aos agentes da Transportation Security Administration (TSA). A medida foi tomada após o presidente Donald Trump assinar uma diretiva emergencial que autorizou o pagamento dos trabalhadores da TSA na semana passada. Nos principais aeroportos do país, como o John F. Kennedy (JFK) em Nova York, o George Bush Intercontinental em Houston e o Thurgood Marshall em Baltimore, o tempo de espera nas filas de segurança caiu para menos de 30 minutos, refletindo uma melhora significativa em relação às semanas anteriores.

Entretanto, nem todos os aeroportos registram a mesma redução nas filas. O aeroporto LaGuardia, em Nova York, que atende principalmente destinos domésticos, partes do Canadá e Caribe, ainda enfrenta atrasos consideráveis, com filas que chegam a 90 minutos no Terminal B. Essa disparidade indica que, apesar do avanço, a recuperação do fluxo nos aeroportos não é uniforme em todo o país.

O secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, informou que os agentes da TSA começariam a receber seus salários já a partir da segunda-feira seguinte à assinatura da diretiva. A decisão de Trump ocorreu após a rejeição, pelos republicanos na Câmara dos Representantes, de um projeto de lei aprovado pelo Senado que visava financiar a maior parte do Departamento de Segurança Interna (DHS). Durante o fim de semana anterior, houve um número recorde de ausências dos agentes da TSA, com 10,59% faltando no sábado e 12,35% na sexta-feira, conforme dados do DHS.

A paralisação parcial do governo dos EUA, que já se estendia por 45 dias, tem dificultado as negociações no Congresso, contribuindo para a crise no financiamento dos órgãos federais. Em comunicado, a porta-voz do DHS, Lauren Bis, afirmou que, sob orientação do presidente Trump e do secretário Mullin, a TSA iniciou imediatamente o processo de pagamento aos seus funcionários, com os primeiros salários sendo liberados possivelmente no mesmo dia do anúncio.

Bis ressaltou que os agentes da TSA demonstram gratidão pela decisão que devolve os pagamentos aos trabalhadores que atuaram sem remuneração durante o fechamento parcial do DHS. A falta de pagamento levou mais de 500 agentes a deixarem a TSA, e milhares a se ausentarem do trabalho, agravando os problemas operacionais nos aeroportos.

Embora a agência tenha atribuído a responsabilidade pela paralisação aos democratas, é importante destacar que os republicanos rejeitaram nove propostas para financiar a TSA. No entanto, na sexta-feira à noite, a Câmara dos Representantes, dominada pelos republicanos, aprovou um projeto para financiar integralmente o DHS por 60 dias, mas o Senado, liderado pelos democratas, considerou a proposta inviável.

Apesar da redução nas filas dos aeroportos, as ações das companhias aéreas americanas continuam em queda na Bolsa de Valores de Nova York. As ações da United Airlines caíram 2,4%, Delta 1,5%, American Airlines 0,4% e a Southwest Airlines apresentou uma queda de 1,9% durante o pregão do meio-dia. Esse desempenho negativo reflete a preocupação do mercado com a instabilidade operacional e os impactos econômicos decorrentes da paralisação parcial do governo.

A crise na TSA e a paralisação parcial do governo evidenciam a fragilidade dos sistemas de segurança e transporte diante de impasses políticos prolongados. A retomada dos pagamentos aos agentes da TSA é um passo crucial para a normalização das operações nos aeroportos, mas o cenário ainda requer atenção, especialmente em locais onde as filas permanecem longas.

Em termos estratégicos, a normalização das operações nos aeroportos é fundamental para a recuperação da confiança dos passageiros e para o funcionamento eficiente da cadeia logística e do turismo, setores vitais para a economia dos EUA. Caso a paralisação do governo persista, há o risco de novos episódios de desabastecimento de pessoal e atrasos, o que pode afetar a imagem internacional do país e gerar impactos econômicos mais profundos.

Os próximos passos dependerão das negociações políticas no Congresso para a aprovação de um orçamento que evite novas paralisações. A continuidade do pagamento aos agentes da TSA e a estabilização das operações aeroportuárias serão indicadores importantes para avaliar a evolução da crise. A situação também pode servir como um alerta para a necessidade de mecanismos mais robustos que garantam a continuidade dos serviços essenciais mesmo em períodos de impasse político.