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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Houthis renovam ataques com mísseis e drones no porto de al-Makha, Iêmen

Houthis renovam ataques com mísseis e drones contra o porto de al-Makha, no Iêmen, causando mortes e danos significativos à infraestrutura local.

Houthis renovam ataques com mísseis e drones no porto de al-Makha, Iêmen

Os Houthis intensificaram suas ações militares ao lançar uma nova série de ataques com mísseis balísticos e drones contra a cidade portuária de al-Makha, localizada na costa do Mar Vermelho, no Iêmen. Esta ofensiva faz parte de uma escalada contínua contra áreas controladas pelo governo iemenita na costa ocidental do país. Os ataques ocorreram no domingo à noite, menos de 24 horas após uma investida anterior que já havia atingido al-Makha e seu porto comercial.

As forças governamentais do Iêmen informaram que conseguiram interceptar seis drones durante este novo ataque, enquanto dois mísseis balísticos caíram no mar sem atingir seus alvos. Imagens divulgadas pela emissora afiliada aos Houthis, Al Masirah TV, mostraram o lançamento de vários mísseis e drones. De acordo com o porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, a operação visava concentrações de tropas sauditas e depósitos de armas na região.

Os ataques anteriores no domingo resultaram na morte de pelo menos 11 pessoas, entre elas oito militares e três civis, além de ferir 32 indivíduos. As ações causaram danos significativos às instalações do porto de al-Makha, incluindo edifícios e áreas comerciais. Relatos indicam que infraestruturas portuárias, mercadorias e suprimentos alimentares foram afetados. As forças governamentais também afirmaram ter destruído um barco não tripulado carregado com explosivos que se aproximava do porto comercial.

Durante a nova série de ataques, as Forças de Resistência Nacional, alinhadas ao governo internacionalmente reconhecido do Iêmen, recomendaram que os moradores de al-Makha permanecessem em suas casas, denunciando o bombardeio indiscriminado promovido pelos Houthis.

Os Houthis justificaram a ofensiva afirmando que ela foi uma resposta ao aumento da presença militar saudita na costa ocidental do Iêmen e na província de Taiz, incluindo o reforço das forças aliadas com armamentos e equipamentos. Um membro do conselho político dos Houthis, Hizam al-Assad, afirmou que as explosões, incêndios e colunas de fumaça observadas no porto resultaram da presença de grandes quantidades de armas e equipamentos militares armazenados na área.

Além de al-Makha, os ataques também se estenderam ao distrito de al-Khokha, ao sul da cidade costeira de Hodeidah. A emissora Al-Jumhuriya, ligada às Forças de Resistência Nacional e ao membro do Conselho de Liderança Presidencial, Tareq Saleh, informou que o governador nomeado pelo governo para Hodeidah, al-Hassan Taher, sobreviveu a uma tentativa de assassinato após um míssil balístico dos Houthis atingir sua residência no distrito.

Este aumento nas hostilidades ocorre em um contexto de tensões prolongadas entre os Houthis, apoiados pelo Irã, e as forças governamentais do Iêmen, que contam com o apoio da coalizão liderada pela Arábia Saudita. A região tem sido palco de um conflito que afeta diretamente a estabilidade do Mar Vermelho, uma rota estratégica para o comércio internacional.

A continuidade dos ataques contra al-Makha e outras localidades costeiras pode agravar ainda mais a situação humanitária e econômica da região, especialmente devido aos danos causados à infraestrutura portuária, que é vital para o abastecimento local e para a movimentação de mercadorias. A intensificação dos combates também pode dificultar negociações de paz e aumentar o risco de envolvimento direto de países vizinhos, ampliando o alcance do conflito.

No cenário estratégico, a persistência dos ataques dos Houthis demonstra a capacidade do grupo em manter pressão militar sobre áreas-chave, mesmo diante da resistência governamental e da coalizão saudita. Caso essa dinâmica se mantenha, é provável que a região continue enfrentando episódios de violência cíclica, com impactos diretos na segurança marítima e na estabilidade política do Iêmen e de seus vizinhos. A resposta das forças governamentais e da coalizão será determinante para os próximos desdobramentos no conflito, podendo influenciar tanto o equilíbrio militar quanto as negociações futuras.