Uma investigação interna do Pentágono apontou falhas significativas no sistema de análise de alvos que resultaram no bombardeio de uma escola para meninas na cidade costeira de Minab, no Irã. O ataque, ocorrido em 28 de fevereiro de 2026, causou a morte de mais de 120 estudantes, com idades entre 6 e 13 anos, além de 26 professores. Esse episódio marcou o início da campanha militar conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O inquérito foi conduzido por ordem do chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), Brad Cooper, e finalizado em abril do mesmo ano, embora seus resultados ainda não tenham sido divulgados oficialmente. Fontes próximas à apuração indicam que, em 2019, um analista de inteligência norte-americano identificou que um local em Minab, anteriormente classificado como uma instalação naval usada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), na verdade funcionava como uma escola primária.
No entanto, essa atualização não foi comunicada aos comandantes militares devido a uma falha no sistema de informações. O analista utilizou uma ferramenta digital de inteligência que não estava integrada ao banco de dados oficial do Pentágono, responsável pela preparação das operações de ataque. Essa desconexão entre sistemas gerou uma lacuna crítica no processo de verificação dos alvos.
Além disso, foi constatado que pelo menos duas bases de dados de inteligência, usadas para inserir observações de analistas que trabalham com imagens, não estavam vinculadas ao banco de dados oficial utilizado durante as operações de bombardeio. Essa fragmentação das informações contribuiu para que o erro não fosse detectado a tempo de evitar o ataque.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre o incidente, afirmando que a origem exata do míssil que atingiu a escola pode nunca ser esclarecida. Ele mencionou que havia mísseis em várias direções e que, apesar de relatos indicarem que o projétil seria americano, não há evidências conclusivas para confirmar essa versão.
Em resposta ao ataque, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou o bombardeio como um "ataque calculado e escalonado", qualificando-o como crime de guerra e contra a humanidade. Ele pediu condenação clara e responsabilização dos envolvidos.
Organizações não governamentais como a Airwars monitoram incidentes de danos a civis no Irã durante o conflito, contabilizando cerca de 300 casos, embora seja difícil determinar a responsabilidade específica entre os Estados Unidos e Israel.
Este episódio evidencia vulnerabilidades no sistema de inteligência militar dos EUA, especialmente na integração e atualização das informações utilizadas para definir alvos em operações militares. A falha em conectar bases de dados e em comunicar mudanças críticas pode resultar em consequências trágicas para civis, como ocorreu em Minab.
Do ponto de vista estratégico, a revelação dessas falhas pode levar a uma revisão dos protocolos de análise e aprovação de alvos, visando evitar incidentes similares no futuro. A transparência e a responsabilização também são essenciais para manter a credibilidade das operações militares e para a gestão das relações internacionais, especialmente em regiões sensíveis como o Oriente Médio.
Além disso, o episódio pode influenciar a postura do Irã em negociações e no cenário geopolítico, reforçando a percepção de vulnerabilidade civil em meio a conflitos militares. A pressão internacional por maior rigor na proteção de civis e a busca por mecanismos eficazes de monitoramento podem se intensificar nos próximos meses.