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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Irã condiciona reabertura de Ormuz ao fim do bloqueio dos EUA

Segundo relato publicado nesta segunda-feira, Teerã vinculou a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim do bloqueio e à redução da ameaça militar dos EUA. Marco Rubio indicou abertura para conversar, sem sinal de negociação iniciada.

Irã condiciona reabertura de Ormuz ao fim do bloqueio dos EUA

O Irã teria oferecido reabrir o Estreito de Ormuz se os Estados Unidos encerrarem o bloqueio e reduzirem a ameaça militar. A condição, relatada na segunda-feira, liga a circulação na área a uma mudança mais ampla na postura de Washington, e não a uma medida isolada sobre navegação.

Os termos seguem declarações iranianas anteriores, que também condicionavam a reabertura ao fim do bloqueio naval americano, das operações militares e das ameaças contra o país. Na prática, Teerã apresenta Ormuz como instrumento de pressão numa disputa maior: a passagem seria reaberta em troca de alívio militar e político dos EUA.

Do lado americano, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, teria dito que Washington está aberto a conversar com Teerã durante a Assembleia Geral da ONU e que dialogar não traria prejuízo. Mas a mesma declaração veio acompanhada de uma avaliação hostil de Rubio sobre a liderança iraniana. Essa combinação sugere uma abertura diplomática limitada, ainda sob forte pressão política, e não o início confirmado de uma negociação.

O quadro no estreito permanece pouco claro. Em julho, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA mantinham um bloqueio na região e permitiam a travessia apenas de navios autorizados. Em 22 de setembro, a Associated Press também descreveu uma guerra entre os dois países e um bloqueio americano ao petróleo iraniano. Ao mesmo tempo, uma página da Casa Branca afirma que um memorando de junho reabriu totalmente Ormuz e suspendeu o bloqueio naval.

Essa contradição impede definir com segurança se o estreito estava fechado, parcialmente transitável ou sujeito a restrições seletivas. O que está mais claro é o sentido político da oferta atribuída ao Irã: qualquer mudança em Ormuz dependeria, para Teerã, de um recuo dos EUA no conflito. A fala de Rubio mantém a possibilidade de contato, mas não comprova que uma reunião tenha ocorrido ou que exista acordo em formação.