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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Irã destrói sistemas HIMARS dos EUA em ataque com drones no Kuwait

Drones iranianos atacaram e destruíram sistemas HIMARS dos EUA no Kuwait, aumentando tensões no Golfo Pérsico e causando vítimas em meio a confrontos militares na região.

Irã destrói sistemas HIMARS dos EUA em ataque com drones no Kuwait

Relatos recentes indicam que drones iranianos atacaram e destruíram sistemas de lançamento de foguetes HIMARS dos Estados Unidos localizados no Kuwait. A agência de notícias Fars, próxima ao governo iraniano, informou que três oficiais americanos foram mortos e vários outros ficaram feridos durante os ataques, embora essas informações não tenham sido confirmadas pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM).

O incidente ocorreu em meio a uma escalada de tensões na região do Golfo Pérsico. No domingo, um jornalista americano reportou que Washington realizou ataques contra sistemas de mísseis e defesa aérea iranianos, além de pequenas embarcações da Marinha do Irã, em diversas áreas próximas ao Estreito de Ormuz. Em resposta, explosões foram registradas perto da Ilha de Qeshm, a maior ilha iraniana no Golfo Pérsico, que abriga importantes instalações militares e sistemas de radar.

Durante o dia, a agência Fars também relatou que forças iranianas dispararam três mísseis balísticos contra a área de Al Mina, no Kuwait, atingindo um local que abriga sistemas de mísseis ATACMS dos EUA. Além disso, ativos militares americanos em Bahrain, Qatar, Jordânia e Omã foram alvos de ataques ao longo do dia.

O Exército do Kuwait confirmou que o país sofreu ataques, mas não mencionou a destruição dos sistemas HIMARS nem confirmou vítimas americanas. O governo kuwaitiano informou que três postos fronteiriços no norte do país foram atingidos em um ataque que classificou como agressão criminosa, causando danos materiais. Também foi relatado que um drone hostil atingiu uma plataforma de perfuração marítima operada pela Kuwait Oil Company, ferindo um trabalhador.

Este episódio ocorre em um contexto de contínua troca de ataques entre Irã e Estados Unidos, após o colapso de um cessar-fogo provisório no início do mês. Washington acusa o Irã de atacar embarcações no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã alega que alguns navios não seguiram as instruções durante a passagem. O Irã declarou o estreito fechado, uma afirmação contestada por autoridades americanas, que afirmam que o tráfego comercial segue normalmente.

A destruição dos sistemas HIMARS representa um golpe significativo para a capacidade militar americana na região, dado que esses lançadores são equipamentos avançados e estratégicos para operações de artilharia de precisão. O uso de drones iranianos para atingir esses alvos demonstra a crescente sofisticação das forças iranianas em operações de guerra assimétrica.

Do ponto de vista estratégico, o ataque pode intensificar ainda mais a rivalidade entre Irã e EUA no Oriente Médio, aumentando o risco de confrontos diretos ou indiretos. A resposta americana pode incluir reforço de suas defesas na região e possíveis retaliações contra alvos iranianos. A situação também pode afetar a estabilidade regional, especialmente para países aliados dos EUA e para o comércio global que depende do Estreito de Ormuz.

Nos próximos dias, é provável que haja uma intensificação das atividades militares e diplomáticas para tentar controlar a escalada. A comunidade internacional deve acompanhar atentamente os desdobramentos para avaliar os impactos sobre a segurança energética e a estabilidade geopolítica no Golfo Pérsico.