Em fevereiro de 2026, Israel estabeleceu uma base militar secreta no deserto do Iraque com o objetivo de apoiar sua campanha aérea contra o Irã. A instalação foi montada pouco antes do início dos ataques aéreos coordenados entre os Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, funcionando como um centro logístico para a Força Aérea israelense.
Além de servir como ponto de apoio para operações aéreas, a base abrigava tropas de forças especiais e equipes de busca e resgate preparadas para agir em caso de pilotos israelenses abatidos durante as missões. A presença militar israelense no local foi mantida em sigilo, mas em março, forças iraquianas quase descobriram a base, o que levou a Israel a realizar ataques aéreos contra unidades do Iraque para proteger o posto avançado.
Esses ataques resultaram na morte de um soldado iraquiano, conforme comunicado das autoridades de Bagdá, que inicialmente atribuíram a ofensiva aos Estados Unidos. No entanto, fontes indicam que os EUA não participaram diretamente da operação. O incidente ocorreu após relatos de um pastor local sobre atividade militar incomum, incluindo helicópteros e troca de tiros em uma área remota do deserto.
As ações israelenses conseguiram dissuadir as forças iraquianas de investigarem mais a fundo a presença da base. O Exército de Defesa de Israel (IDF) optou por não comentar publicamente o ocorrido. Autoridades iraquianas afirmaram que a operação foi conduzida sem coordenação ou aprovação do governo local, classificando-a como irresponsável.
O deserto ocidental do Iraque, onde a base foi instalada, é uma região com baixa densidade populacional e grande extensão territorial, características que facilitam a manutenção de uma instalação secreta. Especialistas em segurança destacam que a escolha desse local é estratégica para operações clandestinas, permitindo o suporte logístico necessário para ataques aéreos contra o Irã.
Durante o conflito, grupos armados apoiados pelo Irã, considerados terroristas pelos Estados Unidos, atuaram dentro do território iraquiano, atacando interesses americanos, incluindo a embaixada dos EUA em Bagdá e instalações logísticas no aeroporto da capital. Em resposta, as forças americanas realizaram ataques contra essas milícias, resultando em baixas significativas.
O Iraque, situado entre a Jordânia e o Irã, tem sido um palco delicado neste conflito, tentando equilibrar sua relação com Washington e Teerã. A instalação da base israelense no país evidencia a complexidade da guerra regional e o envolvimento indireto de diferentes atores.
Em março, o então chefe da Força Aérea israelense, major-general Tomer Bar, mencionou que as forças especiais estavam conduzindo operações "extraordinárias" durante o conflito, sem fornecer detalhes adicionais. Isso corrobora a existência de ações especiais coordenadas em solo iraquiano.
A presença israelense no deserto do Iraque para apoiar ataques contra o Irã representa uma escalada na dinâmica regional, ampliando o teatro de operações além das fronteiras iranianas. Essa estratégia pode influenciar as relações entre Israel, Iraque e Estados Unidos, além de afetar a estabilidade na região.
Do ponto de vista estratégico, a base secreta permite a Israel maior alcance e flexibilidade para realizar ataques aéreos contra o Irã, reduzindo a dependência de rotas aéreas mais longas e aumentando a capacidade de resposta rápida. Por outro lado, a descoberta ou exposição dessa instalação poderia gerar tensões diplomáticas significativas com o Iraque, que já se encontra em posição delicada entre os interesses americanos e iranianos.
Nos próximos meses, é provável que Israel mantenha operações discretas para preservar a funcionalidade da base, enquanto o Iraque poderá intensificar esforços para monitorar e controlar atividades militares estrangeiras em seu território. A situação requer atenção contínua, pois qualquer escalada pode impactar o equilíbrio regional e as relações internacionais envolvidas.