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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Israel é cobrado por mídia internacional sobre mortes de jornalistas em ataque a hospital em Gaza

Agências internacionais cobram Israel por esclarecimentos sobre a morte de cinco jornalistas no ataque ao Hospital Nasser em Gaza, ocorrido em 2025, ressaltando a necessidade de proteção à imprensa em zonas de conflito.

Israel é cobrado por mídia internacional sobre mortes de jornalistas em ataque a hospital em Gaza

No primeiro aniversário do ataque israelense ao Hospital Nasser, em Khan Yunis, na Faixa de Gaza, agências internacionais de notícias exigem esclarecimentos de Israel sobre a morte de cinco jornalistas durante o bombardeio ocorrido em 25 de agosto de 2025. O ataque resultou na morte de mais de 20 pessoas, incluindo profissionais da imprensa que atuavam no local, protegido por leis internacionais.

As agências Associated Press (AP) e Reuters emitiram uma declaração conjunta cobrando uma resposta clara e responsabilização por parte das autoridades israelenses, destacando a gravidade do incidente e a importância do hospital como um espaço protegido e fundamental para a cobertura jornalística na região. Entre os jornalistas mortos estavam o cinegrafista Hussam al-Masri, a jornalista visual Mariam Dagga, que trabalhava para a AP e outras mídias, e o freelancer Moaz Abu Taha, colaborador da Reuters. Também perderam a vida o fotógrafo da Al Jazeera Mohammad Salama e Ahmed Abu Aziz, ligado ao Quds Feed Network.

Além do ataque de 2025, a Reuters renovou questionamentos sobre a morte do jornalista Issam Abdallah, atingido por fogo de tanque israelense em outubro de 2023, enquanto cobria conflitos no sul do Líbano. AP e Reuters reforçaram o pedido para que o governo de Israel esclareça essas mortes e tome medidas para proteger profissionais da imprensa que atuam em zonas de conflito.

O Exército de Defesa de Israel (IDF) reconheceu a realização do ataque conhecido como 'double-tap' ao Hospital Nasser, expressou pesar pelas vítimas civis e negou que os jornalistas tenham sido alvo intencional. Foi prometida uma investigação sobre o ocorrido. O ataque ocorreu duas semanas após a morte de quatro jornalistas da Al Jazeera em um bombardeio próximo ao Hospital al-Shifa, também em Gaza.

Desde o início da campanha militar israelense contra o Hamas em outubro de 2023, Israel tem sido alvo de repetidas acusações de ataques a jornalistas. Em março, o correspondente da RT, Steve Sweeney, e o cinegrafista Ali Rida Sbeity escaparam por pouco de um ataque com míssil no sul do Líbano, sofrendo ferimentos por estilhaços. Sweeney relatou acreditar que o ataque foi intencional, ressaltando que ambos usavam coletes e capacetes identificados como de imprensa.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) informou que Israel foi responsável por dois terços dos 129 profissionais de mídia mortos globalmente em 2025, classificando Gaza como o local mais perigoso para jornalistas desde que a entidade começou a coletar dados, em 1992. O CPJ também criticou a falta de investigações transparentes e a ausência de responsabilização nos casos analisados.

O IDF rejeita veementemente as acusações de que tenha como alvo intencional jornalistas ou suas famílias. No entanto, a persistência desses incidentes levanta preocupações sobre a segurança dos profissionais de imprensa em zonas de conflito e a proteção efetiva garantida pelo direito internacional.

Essa situação evidencia a complexidade dos conflitos na região, onde a atuação da mídia é vital para a informação global, mas enfrenta riscos elevados. A falta de respostas claras e investigações transparentes pode agravar a tensão entre Israel e a comunidade internacional, além de impactar a liberdade e a segurança da imprensa.

Diante desse cenário, é provável que organizações internacionais e veículos de comunicação continuem pressionando por maior transparência e medidas concretas para garantir a proteção dos jornalistas. A continuidade dos ataques pode influenciar a percepção global sobre o conflito e afetar as relações diplomáticas de Israel, enquanto a proteção da imprensa permanece um desafio crítico em áreas de guerra.