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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Israel e EUA preparam ações contra Irã; Netanyahu convoca gabinete de segurança

Israel e EUA intensificam preparativos para possíveis ataques contra o Irã, enquanto negociações estagnam e drone atinge usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos.

Israel e EUA preparam ações contra Irã; Netanyahu convoca gabinete de segurança

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião do gabinete de segurança em Jerusalém neste domingo à noite, diante de relatos de que os Estados Unidos e Israel estão se preparando para retomar operações militares contra o Irã. A reunião ocorre em um momento de tensão crescente na região, após um ataque com drone a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos (EAU), que aumentou as preocupações sobre a estabilidade regional.

Netanyahu também tem agendada uma conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir os desdobramentos recentes. Durante a reunião semanal do gabinete, Netanyahu afirmou que Israel permanece vigilante em relação ao Irã e destacou a importância das informações que poderá obter da conversa com Trump, que recentemente visitou a China para um encontro com o presidente Xi Jinping.

Na visita à China, Trump revelou que o líder chinês se comprometeu a ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio global de petróleo que o Irã tem bloqueado. Além disso, Xi Jinping teria garantido que não enviará equipamentos militares para apoiar o Irã no conflito atual.

Após retornar da China, Trump compartilhou uma imagem gerada por inteligência artificial que simboliza o que chamou de "calmaria antes da tempestade", sugerindo uma possível escalada nos confrontos. Relatórios indicam que Israel e os EUA intensificaram os preparativos para retomar ataques contra o Irã, possivelmente ainda nesta semana.

O gabinete de segurança de Israel, conhecido como "pequeno gabinete de segurança", inclui ministros-chave como o de Relações Exteriores, Gideon Sa'ar, o da Defesa, Israel Katz, o das Finanças, Bezalel Smotrich, o da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e o líder do partido Shas, Aryeh Deri.

Desde o cessar-fogo estabelecido em 8 de abril, os combates entre EUA, Israel e Irã estiveram em pausa, mas as negociações para um acordo sobre o programa nuclear iraniano e outras questões estagnaram. O porta-voz das Forças Armadas iranianas, Abolfazl Shekarchi, alertou Trump contra a retomada dos ataques, afirmando que qualquer agressão resultará em respostas militares inesperadas e contundentes.

O vice-presidente do parlamento iraniano, Hamidreza Hajibabaei, também advertiu que qualquer dano à infraestrutura petrolífera iraniana levará a medidas que impedirão o acesso dos EUA e do mundo ao petróleo da região por um período prolongado.

Na última sexta-feira, Trump declarou que aceitaria suspender por 20 anos o enriquecimento de urânio no Irã, desde que Teerã ofereça garantias reais. No entanto, a mídia iraniana afirmou que os EUA não apresentaram concessões concretas em resposta às demandas iranianas nas negociações para encerrar o conflito.

O Irã exige o fim da guerra em todos os fronts, incluindo o conflito entre Israel e o grupo Hezbollah no Líbano, além do levantamento do bloqueio naval americano aos portos iranianos, em vigor desde 13 de abril. Também pede o fim das sanções dos EUA e a liberação de ativos iranianos congelados no exterior. O governo iraniano ressalta que continuará controlando o Estreito de Ormuz.

Por sua vez, os EUA apresentaram uma lista de cinco exigências, incluindo a manutenção de apenas um centro nuclear ativo no Irã e a transferência do estoque de urânio altamente enriquecido para os EUA. Os americanos recusaram liberar parte dos ativos congelados ou pagar indenizações pelos danos sofridos pelo Irã durante o conflito.

No mesmo contexto, um ataque com drone provocou um incêndio próximo à usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, localizada na região de Al Dhafra, a cerca de 200 km da capital Abu Dhabi. Autoridades locais informaram que não houve feridos nem impacto nos níveis de radiação, e que todas as unidades da usina continuam operando normalmente.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, condenou o ataque, ressaltando a gravidade de qualquer atividade militar que ameace a segurança nuclear.

Embora não tenha sido confirmado o local de origem do drone, os Emirados Árabes Unidos têm atribuído ataques recentes à sua infraestrutura energética e econômica ao Irã. Durante o conflito, Netanyahu teria visitado os Emirados, embora o governo local negue essa informação. Além disso, foi reportado que os Emirados e a Arábia Saudita realizaram ataques militares contra o Irã, tornando-se os únicos países, além dos EUA e Israel, envolvidos diretamente no conflito contra a República Islâmica.

A situação atual indica uma escalada potencial na guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos, com negociações diplomáticas que não avançam e ações militares que podem ser retomadas em breve. A convocação do gabinete de segurança israelense e o diálogo entre Netanyahu e Trump refletem a complexidade e a urgência do momento.

A continuidade do bloqueio no Estreito de Ormuz, a manutenção das sanções e o controle da infraestrutura nuclear iraniana são pontos centrais das negociações, que enfrentam impasses significativos. A possibilidade de novos ataques pode intensificar a instabilidade regional, afetando o mercado global de energia e as relações diplomáticas entre as potências envolvidas.

Nos próximos dias, a atenção internacional estará voltada para as decisões que serão tomadas por Israel e os Estados Unidos, bem como para as respostas do Irã e dos países do Golfo. A situação demanda monitoramento constante, dado o risco de escalada militar e suas consequências para a segurança regional e global.