Israel e Estados Unidos desencadearam uma série de ataques de grande escala contra alvos no Irã, em meio à escalada do conflito na região. As operações ocorreram após o governo iraniano intensificar seus ataques retaliatórios contra países do Golfo e ameaçar atingir usinas de energia em Israel e outras nações próximas, caso suas próprias instalações fossem atacadas.
O Exército israelense anunciou o início de uma onda ampla de ataques contra infraestruturas em Teerã, sem fornecer detalhes imediatos sobre os locais específicos atingidos. Paralelamente, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que um local de produção de motores de turbinas na província de Qom, no centro-norte do Irã, foi alvo, por sua ligação com componentes para drones e aeronaves usados pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Relatos provenientes da capital iraniana indicam que as explosões foram de uma magnitude sem precedentes, especialmente na parte leste da cidade, onde os sistemas de defesa aérea do Irã foram ativados para responder à presença de drones israelenses e americanos. Além disso, ataques atingiram áreas residenciais em cidades como Khorramabad e Tabriz, resultando em múltiplas vítimas civis, incluindo crianças.
O impacto dos ataques se estendeu a diversas outras cidades iranianas, com relatos de explosões em Bandar Abbas, Isfahan, Karaj e Ahvaz. Em Ahvaz, um hospital foi atingido, enquanto a Sociedade Crescente Vermelho do Irã informou que mais de 80 mil unidades civis foram afetadas, incluindo hospitais, escolas e instituições acadêmicas.
Na direção oposta, o território israelense também sofreu ataques contínuos de mísseis oriundos do Irã, com fragmentos caindo em várias regiões do sul e centro do país. Sirenes de alerta soaram no norte de Israel, indicando uma possível ofensiva conjunta do Hezbollah e do Irã contra essa área.
O presidente dos EUA, Donald Trump, havia emitido um ultimato de 48 horas para que o Irã liberasse o Estreito de Hormuz para todas as embarcações, ameaçando destruir instalações energéticas iranianas caso a exigência não fosse cumprida. O Irã respondeu com a promessa de fechar completamente o estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, e declarou que atingiria usinas que alimentam bases americanas, além de infraestruturas econômicas e industriais com participação dos EUA.
Até o momento, o conflito já resultou em mais de 1.500 mortes no lado iraniano, enquanto Israel contabiliza 15 vítimas fatais devido aos ataques iranianos. A escalada dos confrontos e o ataque a infraestruturas civis têm provocado instabilidade nos mercados de petróleo, com preços voláteis nas negociações asiáticas. O chefe da Agência Internacional de Energia alertou para a gravidade da situação no Oriente Médio, classificando-a como mais severa do que as crises energéticas da década de 1970.
Em um incidente relacionado, um cidadão indiano residente nos Emirados Árabes Unidos ficou ferido após a interceptação de um míssil balístico próximo à base aérea de al-Dhafra, em Abu Dhabi. A Guarda Revolucionária afirmou ter atacado a base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, e a Quinta Frota dos EUA no Bahrein, utilizando mísseis e drones.
Alarmes soaram também em Bahrein e Kuwait, enquanto a Arábia Saudita declarou ter interceptado um míssil direcionado a Riade e destruído drones sobre sua província oriental, rica em petróleo.
A continuidade dos ataques entre Israel, EUA e Irã indica uma escalada perigosa no conflito regional, com potencial para expandir-se para outros países do Golfo. A retórica agressiva e as ações militares conjuntas sugerem que o conflito pode se prolongar, aumentando o risco de envolvimento direto de outras potências e afetando a estabilidade global, especialmente no mercado energético.
A situação requer monitoramento atento, pois a possibilidade de ataques a infraestruturas civis e militares pode desencadear uma resposta ainda mais intensa, com consequências imprevisíveis para a segurança regional e internacional. A diplomacia enfrenta um cenário desafiador para tentar conter a escalada e evitar uma guerra de maiores proporções no Oriente Médio.