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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Israel mata novo comandante militar do Hamas em ataque em Gaza

Israel matou o novo comandante militar do Hamas em ataque aéreo em Gaza, intensificando a ofensiva contra lideranças do grupo durante o cessar-fogo vigente.

Israel mata novo comandante militar do Hamas em ataque em Gaza

Na terça-feira, um ataque aéreo israelense atingiu um prédio residencial em uma área movimentada do mercado no centro da Cidade de Gaza, resultando na morte do novo comandante da ala militar do Hamas, Mohammed Odeh. O ataque ocorreu poucos dias após a morte do antecessor de Odeh em circunstâncias semelhantes. Além do comandante, pelo menos três palestinos foram mortos e dezenas ficaram feridos na ação.

O Exército de Israel e o serviço de segurança Shin Bet afirmaram que o local atingido servia como esconderijo para Odeh, cuja localização foi monitorada por vários meses. Segundo relatos locais, Odeh, sua esposa e seu filho adulto faleceram em decorrência do ataque. Embora o Hamas ainda não tenha emitido um comunicado oficial, fontes próximas ao grupo confirmaram a morte do líder militar.

O ataque atingiu os três andares superiores do edifício al-Kayali, situado em uma das regiões mais movimentadas da Cidade de Gaza, onde as ruas estavam cheias de compradores se preparando para o feriado muçulmano do Eid al-Adha. Equipes de resgate enfrentaram dificuldades para acessar os andares superiores devido à extensão dos danos e à aglomeração na área.

Testemunhas relataram que cinco mísseis foram lançados quase simultaneamente de diferentes direções, e houve relatos de um helicóptero sobrevoando a região antes do ataque. Imagens do local mostraram ambulâncias e equipes de defesa civil realizando buscas entre os escombros, enquanto multidões se aglomeravam nas proximidades.

O Exército de Israel declarou que a operação conjunta com o Shin Bet teve como objetivo eliminar Odeh após meses de vigilância para acompanhar seus movimentos e os de seus auxiliares. Além disso, um apartamento próximo, pertencente a um integrante do Hamas envolvido no ataque de 7 de outubro contra o sul de Israel, também foi alvo da ofensiva.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou Odeh como um dos responsáveis pelo ataque de 7 de outubro, que resultou em cerca de 1.200 mortos e 251 reféns israelenses. Netanyahu afirmou que Odeh foi responsável por assassinatos, sequestros e ferimentos de civis e soldados israelenses e prometeu continuar perseguindo os envolvidos no ataque.

O predecessor de Odeh, Izz ad-Din al-Haddad, foi morto em maio durante outro ataque aéreo israelense que também atingiu um prédio residencial, causando a morte de pelo menos três pessoas. Desde o cessar-fogo acordado em outubro, Israel tem realizado ataques regulares em Gaza, enquanto o Hamas acusa Israel de violar o acordo e atacar civis.

O ministério da saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, informou que mais de 900 pessoas foram mortas em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo. O governo israelense mantém que tem o direito de atingir membros do Hamas, acusando o grupo de não cumprir o acordo ao não se desarmar.

O plano de paz liderado pelos Estados Unidos para Gaza, que prevê a administração transitória e tecnocrática do território, além da desmilitarização e reconstrução, está parado desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã em fevereiro. As negociações sobre o desarmamento permanecem estagnadas, enquanto o Hamas tem reativado sua força policial e reforçado sua autoridade no território.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que Israel está comprometido em impedir que o Hamas governe Gaza, seja civil ou militarmente, e mencionou a implementação futura de um plano para a emigração voluntária dos habitantes de Gaza.

Além do ataque em Gaza, Israel realizou ofensivas no Líbano, onde 31 pessoas morreram em ataques contra a infraestrutura e combatentes do Hezbollah, grupo que Netanyahu prometeu combater com maior intensidade.

A morte do novo comandante militar do Hamas representa uma continuidade na estratégia israelense de atingir lideranças do grupo, buscando enfraquecer sua capacidade operacional. No entanto, a persistência dos confrontos e a dificuldade em avançar nas negociações indicam que a região pode enfrentar mais episódios de violência no curto prazo. A manutenção do cessar-fogo e a retomada das negociações políticas serão cruciais para evitar uma escalada maior no conflito.

O impacto dessas ações pode influenciar a dinâmica do poder dentro do Hamas, possivelmente levando a mudanças na liderança ou na estratégia do grupo. Além disso, a resposta do Hamas e a reação da população civil em Gaza serão fatores determinantes para os próximos passos do conflito e para a estabilidade da região.

A continuidade das operações israelenses e a postura do Hamas poderão afetar também as relações internacionais, especialmente envolvendo os Estados Unidos e países do Oriente Médio, que acompanham de perto os desdobramentos e buscam uma solução para a crise humanitária e política na Faixa de Gaza.