A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que o bloco está intensificando a pressão sobre a Rússia após a Alemanha acusar Moscou de ser responsável por um ataque com drones fracassado no aeroporto de Leipzig/Halle. O incidente, ocorrido em 4 de agosto, envolveu três drones carregados com explosivos que foram encontrados nas proximidades do aeroporto, causando interrupções temporárias no tráfego aéreo.
Kallas classificou o ataque como "terrorismo patrocinado pelo Estado" e ressaltou que as tentativas de intimidar a Europa não terão sucesso. Ela anunciou que a UE está elaborando novas propostas para reforçar a aplicação das sanções existentes e que medidas adicionais estão em andamento. Segundo a chefe da diplomacia europeia, o bloco planeja sancionar cerca de 1.600 indivíduos e entidades ligados ao setor militar russo, com possibilidade de ampliar essa lista.
Além disso, Kallas destacou o apoio dos ministros das Relações Exteriores da UE para impor uma proibição de entrada no bloco a ex-militares russos e mencionou a possibilidade de restringir vistos para turistas russos. A representante russa na UE foi convocada, assim como representantes de vários Estados-membros, em resposta ao episódio.
A Rússia negou envolvimento no ataque, com o presidente Vladimir Putin alegando que as evidências foram "plantadas". O Ministério das Relações Exteriores russo convocou o embaixador alemão em Moscou, Bernd Finke, para protestar contra as acusações.
Desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, a UE já aplicou sanções a mais de 3.000 indivíduos, empresas e oligarcas russos, buscando pressionar Moscou sem recorrer a ações militares. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que as autoridades estão avaliando formas de aprofundar o impacto econômico sobre a Rússia, classificando o ataque no aeroporto como uma nova escalada em solo europeu.
O conflito entre Rússia e Ucrânia permanece em um impasse, com ataques regulares de ambos os lados. A Ucrânia tem mirado em infraestruturas energéticas russas, enquanto a Rússia realiza ataques que têm causado vítimas civis. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, declarou que a Rússia terá que arcar com as consequências de suas ações e que uma resposta já foi cuidadosamente preparada.
A eficácia das novas sanções da UE sobre a condução da guerra na Ucrânia ainda é incerta, mas o bloco mantém o compromisso de aumentar a pressão diplomática e econômica sobre Moscou para tentar influenciar o curso do conflito.