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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Marrocos desmantela célula ligada ao ISIL que planejava ataque no país

Marrocos prendeu dez suspeitos de uma célula ligada ao ISIL que planejava ataques, apreendendo armas e materiais para explosivos, reforçando a segurança nacional.

Marrocos desmantela célula ligada ao ISIL que planejava ataque no país

As autoridades de Marrocos anunciaram a prisão de dez indivíduos suspeitos de integrar uma célula vinculada ao grupo extremista ISIL, com planos de realizar um ataque no território nacional. A operação foi conduzida pelo Escritório Central de Investigações Judiciais, principal órgão marroquino responsável por ações antiterroristas. Durante as ações simultâneas em diversas cidades, foram apreendidos diversos materiais, incluindo armas brancas, roupas de estilo militar, instruções para fabricação de explosivos, materiais digitais e produtos químicos.

Além disso, as forças de segurança localizaram um veículo que, segundo as investigações, teria sido modificado para ser utilizado em ataques com explosivos ou atropelamentos em massa. Um depósito usado pela célula continha cilindros de gás butano e panelas de pressão cheias de pregos e com fiação elétrica, indicando a preparação de dispositivos explosivos improvisados.

As autoridades destacaram que os planos do grupo estavam em estágio avançado de desenvolvimento, o que motivou a intervenção rápida para evitar a concretização do ataque. O último incidente envolvendo um grupo afiliado ao ISIL em solo marroquino ocorreu em 2023, quando três homens assassinaram um policial em Casablanca.

Nos últimos anos, a região do Sahel e a África Ocidental têm registrado um aumento significativo na atividade de grupos ligados ao ISIL e à Al-Qaeda. No Mali, por exemplo, o grupo Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, tem aproveitado o vácuo de poder causado pelo colapso do controle governamental para tomar o controle de cidades e até cercar a capital no final de 2025.

Países vizinhos, como Mauritânia, também enfrentam ataques transfronteiriços por parte desses grupos armados, especialmente ao longo da fronteira com o Mali. Burkina Faso e Níger são outras nações onde a presença dessas organizações tem crescido, ampliando a instabilidade regional.

Embora Marrocos tenha sido relativamente poupado da violência direta que afeta a região, as autoridades alertam que cerca de 130 cidadãos marroquinos foram recrutados pelo grupo ISIL na província do Sahel nos últimos anos, o que representa um risco potencial para a segurança interna do país.

Essa operação bem-sucedida demonstra a capacidade das forças de segurança marroquinas em detectar e neutralizar ameaças terroristas antes que possam causar danos significativos. A apreensão de materiais sofisticados e a prisão de membros da célula indicam que o grupo tinha recursos e planejamento para executar ataques complexos.

Do ponto de vista estratégico, a ação reforça a importância da cooperação regional e do compartilhamento de inteligência para conter a expansão de grupos extremistas no Sahel e em países vizinhos. A persistência dessas organizações em explorar fragilidades políticas e territoriais na região exige respostas coordenadas e contínuas.

Para Marrocos, o desafio será manter a vigilância e fortalecer as medidas preventivas para evitar que cidadãos sejam recrutados por essas organizações, além de monitorar possíveis conexões internacionais que possam facilitar o financiamento e o suporte logístico dessas células. A estabilidade interna do país depende da capacidade de antecipar e neutralizar ameaças antes que se materializem em ataques violentos.

Em resumo, a prisão dos integrantes da célula ligada ao ISIL e a apreensão dos materiais indicam um golpe importante contra o terrorismo em Marrocos. No entanto, a situação regional permanece volátil, exigindo atenção constante das autoridades marroquinas e dos parceiros internacionais para garantir a segurança e a estabilidade no Sahel e além.