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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Marrocos foca em coorganizar Copa do Mundo 2030 após eliminação em 2026

Marrocos foi eliminado nas quartas de final da Copa do Mundo 2026, mas já foca em coorganizar a edição de 2030 com Portugal e Espanha, visando fortalecer sua seleção e infraestrutura.

Marrocos foca em coorganizar Copa do Mundo 2030 após eliminação em 2026

Marrocos foi eliminado nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 após derrota por 2 a 0 contra a França, em Boston. A seleção marroquina não conseguiu repetir o desempenho das semifinais da edição anterior, realizada no Catar, quando também foi eliminada pela França. Apesar da eliminação, o país agora direciona sua atenção para a próxima Copa do Mundo, que sediará em conjunto com Portugal e Espanha em 2030. Esta será a primeira vez que Marrocos atuará como coanfitrião do torneio, garantindo assim uma vaga automática na competição.

No Mundial de 2026, que contou com a expansão para 48 seleções, Marrocos teve uma campanha considerada positiva. A equipe foi a primeira na história do futebol africano a alcançar duas quartas de final consecutivas. Durante a fase de grupos, enfrentou seleções tradicionais como Brasil, Holanda e Canadá, conseguindo eliminar os holandeses e quase surpreender os brasileiros na estreia. O desempenho chamou atenção, especialmente considerando que houve uma troca no comando técnico apenas três meses antes do início do torneio.

Mohamed Ouahbi assumiu o posto de treinador principal após conduzir a equipe sub-20 de Marrocos ao título mundial na categoria no ano anterior. Sua transição para o time principal foi vista como tranquila, e ele destacou o potencial dos jovens jogadores para o crescimento da seleção. Após a eliminação, Ouahbi ressaltou a importância de continuar desenvolvendo o elenco para buscar melhores resultados, com a meta clara de disputar a Copa do Mundo de 2030 com força total.

Antes disso, o técnico terá pela frente dois desafios importantes: as edições de 2027 e 2028 da Copa Africana de Nações (CAN). O torneio continental é considerado fundamental para o fortalecimento da equipe, embora Marrocos tenha um histórico modesto na competição, com apenas um título conquistado em 1976. Recentemente, o país foi nomeado sede da edição de 2025 após a desclassificação de Senegal, que está recorrendo da decisão.

A pressão sobre o treinador é alta, especialmente no contexto do futebol africano, onde resultados negativos em competições importantes frequentemente levam a mudanças na comissão técnica. O antecessor de Ouahbi, Walid Regragui, enfrentou críticas após a derrota na final da CAN de 2023 contra Senegal, realizada em Rabat, capital marroquina.

Para a fase de qualificação da próxima Copa Africana, Marrocos está no grupo com Gabão, Lesoto e Níger, adversários considerados de nível acessível. No entanto, para se preparar adequadamente para a Copa do Mundo de 2030, a equipe precisará enfrentar adversários mais competitivos e diversificados, aprimorando sua capacidade de adaptação a diferentes estilos de jogo.

Ouahbi destacou que a Copa Africana de Nações apresenta características distintas da Copa do Mundo, com estilos variados de adversários, o que exige preparação específica para evitar eliminações precoces em torneios de maior expressão. O foco no desenvolvimento técnico e tático será crucial para que Marrocos possa almejar um desempenho de destaque no Mundial de 2030, quando atuará como país-sede.

Em resumo, apesar da eliminação precoce em 2026, Marrocos demonstra um planejamento estratégico para fortalecer sua seleção nas próximas competições. A coorganização da Copa do Mundo de 2030 representa uma oportunidade histórica para o país ampliar sua influência no futebol global e promover o desenvolvimento do esporte local. O sucesso nesse projeto dependerá da capacidade de manter a estabilidade técnica, investir na formação de jogadores e obter resultados consistentes nas competições continentais que antecedem o Mundial.

Do ponto de vista estratégico, a participação como coanfitrião em 2030 pode alavancar o futebol marroquino, atraindo investimentos, melhorando a infraestrutura esportiva e aumentando a visibilidade internacional da equipe. Além disso, a experiência adquirida na organização do evento poderá fortalecer a posição do país em futuras candidaturas a torneios internacionais. No entanto, o desafio imediato será equilibrar a pressão por resultados na Copa Africana de Nações e o desenvolvimento de uma equipe competitiva para o Mundial, garantindo que a ambição de sucesso não seja comprometida por instabilidades técnicas ou falta de preparação adequada.