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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Mísseis iranianos ferem mais de 160 pessoas em cidades próximas a instalação nuclear israelense

Ataques com mísseis iranianos ferem mais de 160 pessoas em cidades do sul de Israel próximas a instalação nuclear. Israel reforça defesa aérea após falhas em interceptações.

Mísseis iranianos ferem mais de 160 pessoas em cidades próximas a instalação nuclear israelense

Na noite de sábado, dois municípios localizados no sul de Israel, próximos a uma instalação nuclear, foram alvo de ataques com mísseis balísticos lançados pelo Irã, resultando em mais de 160 feridos, incluindo casos graves. As cidades de Arad e Dimona registraram 84 e 78 pessoas feridas, respectivamente, conforme informações das autoridades de emergência israelenses. O centro nuclear em questão, situado a cerca de 13 quilômetros de Dimona, não sofreu danos aparentes, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O governo iraniano justificou os ataques como retaliação a um ataque anterior contra sua instalação nuclear em Natanz, ocorrido no mesmo sábado. No domingo, um novo ataque iraniano com mísseis atingiu Tel Aviv, ferindo pelo menos sete pessoas. Desde o início das hostilidades em 28 de fevereiro, o Exército de Israel informou que o Irã lançou cerca de 400 mísseis contra o país, dos quais 92% foram interceptados pelo sistema de defesa aérea.

Em Arad, os impactos foram devastadores, com prédios residenciais severamente danificados e crateras profundas deixadas pelos mísseis. Testemunhas relataram cenas de pânico e ferimentos graves, especialmente entre crianças. Uma paramédica local descreveu o atendimento a vítimas com ferimentos na cabeça e no tórax, incluindo uma menina de 10 anos que estava em estado de choque e relutava em deixar o local até que seus pais fossem resgatados.

Em Dimona, o cenário foi semelhante, com danos significativos e feridos graves, incluindo uma criança de 10 anos. As autoridades de emergência destacaram que os sistemas de interceptação falharam em neutralizar dois mísseis balísticos que atingiram diretamente as áreas urbanas, causando destruição significativa.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente Isaac Herzog visitaram as áreas afetadas no domingo para avaliar os danos e demonstrar apoio às vítimas. O episódio evidencia a capacidade do Irã de realizar ataques que causam danos humanos e materiais dentro do território israelense, levantando preocupações sobre a eficácia dos sistemas de defesa aérea do país.

O centro nuclear Shimon Peres Negev, conhecido popularmente como reator de Dimona, é amplamente reconhecido como o local onde Israel mantém seu arsenal nuclear não declarado. Embora oficialmente dedicado à pesquisa, o local é considerado um componente central da estratégia de dissuasão nuclear israelense, tornando qualquer ameaça contra ele de extrema gravidade para o governo e a população do país.

O ataque iraniano a Natanz foi considerado uma violação do Tratado de Não Proliferação Nuclear, embora as autoridades iranianas tenham afirmado que não houve vazamento de materiais radioativos nem risco para os habitantes locais. Natanz já havia sido alvo de ataques anteriores no início do conflito atual e durante o confronto de 12 dias no verão passado.

As Forças de Defesa de Israel declararam não ter conhecimento de ataques recentes na região de Natanz, o que indica uma possível assimetria nas informações disponíveis sobre os eventos no terreno.

A escalada dos ataques com mísseis balísticos entre Irã e Israel representa um aumento significativo na intensidade do conflito regional, com impactos diretos na segurança civil e na estabilidade geopolítica do Oriente Médio. A capacidade iraniana de atingir alvos dentro de Israel, apesar dos sistemas de defesa, pode levar a uma revisão das estratégias militares israelenses e a um aumento nos esforços para aprimorar a proteção das populações vulneráveis.

No cenário estratégico, a continuidade desses ataques pode intensificar a pressão internacional para negociações ou intervenções que busquem conter a escalada. Para Israel, a prioridade imediata será reforçar suas defesas aéreas e garantir a segurança das instalações nucleares e civis. Para o Irã, a demonstração de capacidade de ataque serve como instrumento de dissuasão e retaliação, mas também aumenta o risco de respostas militares mais amplas.

Em suma, o conflito entre Irã e Israel permanece altamente volátil, com potencial para se expandir e envolver outros atores regionais e globais, dependendo das ações e reações nos próximos dias e semanas.