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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Negociador iraniano acusa Trump de fazer sete declarações falsas em uma hora

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou o presidente Donald Trump de fazer sete declarações falsas em uma hora, em meio a tensões sobre o controle do Estreito de Hormuz. O Irã reverteu a decisão de reabrir o estreito para embarcações comerciais, citando o bloqueio naval dos EUA. A situação mantém a região em alerta e complica negociações entre os dois países.

Negociador iraniano acusa Trump de fazer sete declarações falsas em uma hora

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi acusado pelo principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, de ter feito sete afirmações falsas em apenas uma hora. A declaração ocorreu em meio a um episódio recente envolvendo o Estreito de Hormuz, uma passagem estratégica para o comércio global de petróleo, que foi temporariamente reaberta pelo Irã e posteriormente fechada novamente.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou a reabertura completa do Estreito de Hormuz para embarcações comerciais durante o período de cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano. A decisão teve impacto imediato nos preços do petróleo, que caíram cerca de 10%. No entanto, no sábado, o governo iraniano reviu essa posição e declarou que o estreito voltou ao seu estado anterior, sob rigoroso controle militar.

Autoridades iranianas justificaram o fechamento do estreito como uma resposta à recusa dos Estados Unidos em suspender o bloqueio naval imposto aos portos iranianos, que foi implementado após a primeira rodada de negociações fracassadas em Paquistão. O Irã acusou os EUA de praticar atos de pirataria e roubo marítimo.

Em reação à reabertura inicial do estreito, Trump afirmou em suas redes sociais que o bloqueio naval permaneceria em vigor até que um acordo de paz fosse alcançado. Ele também alegou que o Irã havia concordado em não fechar o Estreito de Hormuz novamente, que a abertura do estreito não estava relacionada ao Líbano e que a maioria dos pontos de um acordo final já havia sido negociada.

Ghalibaf respondeu com críticas contundentes, afirmando que todas as sete declarações feitas por Trump eram falsas. Ele ressaltou que a questão do controle do Estreito de Hormuz será decidida no terreno, e não por meio de declarações públicas ou campanhas midiáticas. Segundo o negociador, a manipulação da opinião pública faz parte da guerra, mas o povo iraniano não se deixa influenciar por essas estratégias.

Até o momento, o Irã não confirmou a retomada das negociações com os Estados Unidos, mantendo uma postura cautelosa diante da continuidade do bloqueio naval americano e das exigências consideradas excessivas por parte dos negociadores norte-americanos.

Este episódio reflete a complexidade das relações entre os dois países, especialmente em um contexto de tensões regionais e disputas estratégicas envolvendo rotas comerciais vitais. A alternância entre abertura e fechamento do Estreito de Hormuz evidencia a fragilidade dos acordos temporários e a influência direta das ações militares e diplomáticas na estabilidade da região.

Do ponto de vista estratégico, a manutenção do bloqueio naval pelos EUA e a resposta iraniana de retomar o controle rigoroso do estreito indicam um impasse difícil de ser superado a curto prazo. A escalada retórica e as acusações mútuas podem dificultar o avanço nas negociações, aumentando o risco de confrontos indiretos ou até mesmo diretos na região.

Os próximos passos provavelmente envolverão uma pressão internacional para a retomada do diálogo, mas sem garantias claras de que as partes conseguirão superar as divergências fundamentais. A situação no Estreito de Hormuz continuará sendo um ponto sensível para o comércio global de energia e para a estabilidade geopolítica do Oriente Médio.