O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou um vídeo na noite de sábado, 11 de abril de 2026, no qual reafirmou que a campanha militar contra o Irã ainda está em andamento. Em sua declaração, Netanyahu ressaltou os avanços alcançados na guerra recente entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, enfatizando que os esforços para conter o programa nuclear iraniano e suas capacidades militares continuam ativos.
Netanyahu criticou a propaganda iraniana que busca minimizar os resultados obtidos por Israel, afirmando que essa narrativa também encontra eco na mídia local e entre seus adversários políticos. Utilizando um mapa do Oriente Médio com o eixo iraniano destacado, ele afirmou que, enquanto o Irã tentava sufocar Israel, o país está revidando e causando danos significativos.
O primeiro-ministro destacou que Israel quebrou a "barreira do medo" ao atacar o Irã em junho do ano anterior. Ele mencionou que, ao contrário do ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, desta vez, em junho de 2025, recebeu informações de inteligência precisas e em tempo hábil, o que permitiu uma resposta eficaz.
Netanyahu justificou a decisão de iniciar a segunda guerra contra o Irã em fevereiro de 2026 com base em dados de inteligência que indicavam que a República Islâmica estava próxima de desenvolver uma arma nuclear e de ampliar significativamente sua capacidade de produção de mísseis. Segundo ele, se Israel não tivesse agido, o Irã já teria obtido um armamento nuclear.
Durante o conflito, Israel eliminou oito cientistas nucleares envolvidos no desenvolvimento de armas e destruiu instalações-chave, como o reator de água pesada em Arak, além de linhas de centrifugação e produção de urânio. Netanyahu afirmou que essas ações resultaram no colapso dos programas nuclear e de mísseis iranianos.
Além disso, o líder israelense declarou que o objetivo vai além dos programas militares do Irã, visando enfraquecer o regime iraniano até seu ponto mais vulnerável desde a Revolução Islâmica de 1979. Ele mencionou que a operação denominada "Leão Rugidor" trouxe conquistas substanciais, incluindo a pressão interna sobre a liderança iraniana e dificuldades crescentes para o regime atender às demandas da população.
No âmbito das ameaças regionais, Netanyahu ressaltou o combate contínuo contra os grupos terroristas apoiados pelo Irã, como o Hamas na Faixa de Gaza, e o Hezbollah no Líbano. Ele afirmou que Israel estabeleceu zonas de segurança nessas áreas e que a luta contra esses grupos ainda não terminou. Sobre o Hezbollah, Netanyahu mencionou planos do grupo de infiltração e invasão do norte de Israel, que continuam sendo enfrentados pelas forças israelenses.
O primeiro-ministro revelou que o Líbano solicitou várias vezes o início de negociações diretas de paz com Israel, pedido que ele aprovou, embora sob condições rigorosas: o desarmamento do Hezbollah e um acordo de paz duradouro. Netanyahu também afirmou que outras nações estão buscando contato com Israel, indicando um possível movimento diplomático na região.
Por outro lado, líderes da oposição israelense criticaram a postura do governo, afirmando que os objetivos da guerra não foram alcançados. Yair Golan, líder do partido Democratas, afirmou que a insistência de Netanyahu em declarar vitórias frequentes indica que os resultados esperados não foram obtidos. Yair Lapid, líder do Yesh Atid, também destacou que o primeiro-ministro tenta atribuir os méritos das forças armadas para ocultar o que considera um fracasso em cumprir as metas estabelecidas para o conflito.
Lapid ainda criticou a alocação de recursos governamentais para comunidades ultraortodoxas, que resistem ao serviço militar obrigatório, enquanto a população enfrenta ameaças constantes e vive sob risco de ataques.
Analisando o cenário, a continuidade da campanha israelense contra o Irã aponta para um conflito prolongado, com impactos significativos na estabilidade regional. A destruição das infraestruturas nucleares iranianas pode atrasar o desenvolvimento de armas, mas a persistência do regime e suas capacidades subterrâneas indicam que o confronto pode se estender, exigindo vigilância constante e possíveis novas operações militares.
Diplomaticamente, a abertura para negociações com o Líbano e outras nações sugere uma tentativa de isolar o Irã e seus aliados, buscando enfraquecer sua influência por meio de acordos regionais. No entanto, o desarmamento do Hezbollah permanece um desafio complexo, que pode dificultar avanços rápidos na paz. O desenrolar desses eventos será crucial para definir o equilíbrio de poder no Oriente Médio nos próximos anos.