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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Netanyahu afirma que Israel está 'mais forte do que nunca' em seu primeiro discurso desde o início do conflito com o Irã

Em seu primeiro discurso desde o início do conflito com o Irã, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que Israel está mais forte do que nunca após quase duas semanas de ataques que atingiram cientistas nucleares e forças iranianas. Netanyahu destacou que o Irã foi impedido de proteger seus projetos nucleares e que o conflito fortaleceu alianças regionais, enquanto o Conselho de Segurança da ONU con

Netanyahu afirma que Israel está 'mais forte do que nunca' em seu primeiro discurso desde o início do conflito com o Irã

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que seu país está "mais forte do que nunca" enquanto continua a conduzir, em conjunto com os Estados Unidos, operações militares contra o Irã. Em um pronunciamento realizado em 12 de março de 2026, Netanyahu destacou os impactos significativos das quase duas semanas de ataques realizados contra alvos iranianos. Segundo ele, as ofensivas israelenses eliminaram cientistas nucleares de alto escalão e causaram danos severos às forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e às milícias Basij.

Netanyahu ressaltou que o Irã atual não é o mesmo de antes, afirmando que as ações iniciadas em 28 de fevereiro impediram o país de transferir seus projetos nucleares e de mísseis para instalações subterrâneas, o que dificultaria a capacidade de monitoramento e ataques futuros. Ao ser questionado sobre o novo líder supremo iraniano, o Aiatolá Mojtaba Khamenei, e o comandante do Hezbollah, Naim Qassem, Netanyahu evitou fazer previsões sobre o futuro de ambos, mas classificou Khamenei como um "marionete" do IRGC, destacando que o líder não tem aparecido em público desde que uma declaração oficial sua foi transmitida pela televisão estatal.

Em relação aos protestos populares ocorridos no Irã, especialmente os mais recentes em janeiro, Netanyahu manifestou apoio aos manifestantes, afirmando que Israel está ao lado daqueles que se opõem ao governo iraniano, embora tenha enfatizado que a decisão final está nas mãos do povo iraniano. Essa postura reflete uma linha semelhante à adotada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que incentivou repetidamente os iranianos a se levantarem contra seu governo.

Além dos aspectos militares, Netanyahu também mencionou que o conflito com o Irã possibilitou a Israel estabelecer novas alianças na região, algo que, segundo ele, não teria sido possível no passado. Essa afirmação sugere um realinhamento estratégico no Oriente Médio, com países do Golfo e outras nações reconsiderando suas relações diante da crescente tensão com Teerã.

O Irã, por sua vez, respondeu com ataques de drones e mísseis contra países do Golfo, forçando a interrupção das operações em vários terminais de petróleo e abalando a percepção de segurança na região. Embora Teerã afirme que seus ataques visam exclusivamente ativos dos Estados Unidos, os países vizinhos expressam preocupação com a erosão da confiança e a instabilidade que essas ações provocam.

Em resposta à escalada, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução, proposta pelo Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), condenando os ataques iranianos contra os países do Golfo e a Jordânia, e exigindo que o Irã cesse imediatamente as hostilidades. Essa medida reflete a crescente preocupação internacional com o agravamento do conflito regional.

Israel havia buscado normalizar suas relações com países do Golfo por meio dos Acordos de Abraão, assinados em setembro de 2020. No entanto, as tensões aumentaram novamente em meio ao conflito em Gaza, o que prejudicou as perspectivas de cooperação e estabilidade na região.

Analisando o cenário, a continuidade do conflito entre Israel, apoiado pelos Estados Unidos, e o Irã pode aprofundar a instabilidade no Oriente Médio, afetando não apenas a segurança regional, mas também os mercados globais de energia, dada a importância estratégica do Golfo Pérsico. A escalada militar e diplomática pode levar a uma maior polarização entre os países da região, dificultando esforços futuros de mediação e cooperação.

Os próximos passos provavelmente envolverão tentativas diplomáticas para conter a violência, possivelmente com maior envolvimento de organismos internacionais e potências globais. Ao mesmo tempo, o fortalecimento das alianças regionais e a intensificação das operações militares indicam que o conflito pode se prolongar, exigindo monitoramento atento das consequências para a segurança global e a estabilidade geopolítica do Oriente Médio.