O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou em 9 de setembro de 2026 as tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF) posicionadas no Monte Hermon, território sírio ocupado desde 2024 após o colapso do governo do ex-presidente Bashar al-Assad. Acompanhado pelo ministro da Defesa, Israel Katz, e pelo chefe adjunto do Estado-Maior, general Tamir Yadai, Netanyahu destacou a importância estratégica do local e reafirmou a determinação israelense contra o Irã.
Durante a visita, Netanyahu afirmou que Israel exerce controle absoluto sobre a região do Monte Hermon, situada próxima à fronteira com a Síria, Líbano e as Colinas do Golã. Ele ressaltou que o país não permitirá a instalação de um "exército terrorista" na fronteira e declarou que a principal missão é derrotar o regime iraniano, afirmando que Israel está "muito próximo" desse objetivo.
A presença militar israelense no Monte Hermon e em outras áreas da zona tampão monitorada pela ONU na Síria tem sido motivo de tensões. O governo sírio, sob o presidente Ahmad al-Sharaa, condenou a visita de Netanyahu como uma "entrada ilegal" e uma "violação flagrante" da soberania e integridade territorial da Síria, solicitando que a ONU e a comunidade internacional pressionem Israel a encerrar suas incursões.
Israel Katz, durante a visita, afirmou que as tropas israelenses não irão se retirar da zona de segurança estabelecida. Desde a ocupação em dezembro de 2024, Israel tem consolidado sua presença, apesar de críticas internacionais e alertas sobre possíveis violações de direitos humanos na região.
A atuação israelense na Síria e no sul do Líbano também tem gerado divergências com os Estados Unidos. Em julho de 2026, o presidente Donald J. Trump teria aconselhado Netanyahu a retirar as tropas dessas áreas, argumentando que a presença israelense não é desejada localmente. No entanto, Israel mantém que sua presença é exclusivamente para garantir a segurança nacional.
A visita de Netanyahu ao Monte Hermon reforça a postura firme de Israel em relação ao Irã e à sua influência regional, em um contexto de instabilidade e disputas territoriais no Oriente Médio. A situação permanece delicada, com apelos internacionais para a contenção e respeito à soberania dos países envolvidos.