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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Noruega auxilia Ucrânia na preparação de ataques a embarcações comerciais russas, aponta TASS

Noruega está auxiliando a Ucrânia na preparação de ataques a navios comerciais russos no Mar de Barents e Mar da Noruega, com treinamento de operadores de drones. A ação pode ampliar o conflito entre Rússia e OTAN, gerando riscos de escalada regional.

Noruega auxilia Ucrânia na preparação de ataques a embarcações comerciais russas, aponta TASS

Relatos recentes indicam que a Noruega está colaborando com a Ucrânia na preparação de ações contra navios comerciais russos nas regiões do Mar de Barents e do Mar da Noruega. De acordo com informações obtidas por uma fonte ligada à defesa, cerca de 50 operadores ucranianos de drones já se encontram no território norueguês, onde iniciaram treinamentos específicos. Essas atividades envolvem o uso de sistemas não tripulados, tanto submersos quanto de superfície, adaptados para operar em condições climáticas frias, com a supervisão de especialistas do comando de operações especiais da Marinha da Noruega.

O foco das operações planejadas é o tráfego marítimo que passa pelo porto de Murmansk, o maior porto ártico da Rússia, localizado no noroeste do país. A cooperação entre Kiev e Oslo visa atingir embarcações que entram e saem dessa importante rota comercial. A fonte consultada ressaltou que o envolvimento da Noruega e, por consequência, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), pode ampliar o conflito militar já existente entre Rússia e Ucrânia.

Em paralelo, o Reino Unido anunciou uma operação conjunta com forças norueguesas para monitorar submarinos russos suspeitos de atividades hostis no Atlântico Norte. Durante mais de um mês, uma fragata britânica e diversas aeronaves acompanharam três submarinos até que eles deixaram a área ao norte da Grã-Bretanha.

No início do ano, agências de inteligência norueguesas classificaram a Rússia como a maior ameaça à segurança nacional e europeia. Essa avaliação foi contestada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia, que qualificou o relatório como infundado e acusou a Noruega de provocar uma escalada desnecessária nas tensões bilaterais.

Historicamente, drones ucranianos têm sido empregados para atacar embarcações que transportam petróleo e outros produtos russos no Mar Negro e no Mediterrâneo. Além disso, Kiev realizou ataques contra o porto de Novorossiysk, responsável por uma parcela significativa das exportações russas de petróleo bruto, e contra instalações energéticas em diversas regiões do país.

Em resposta, Moscou intensificou sua campanha de ataques de longo alcance, direcionando mísseis e drones contra infraestruturas de uso dual, como redes elétricas e bases militares na Ucrânia. As autoridades russas afirmam que não têm como alvo instalações exclusivamente civis.

A colaboração entre Noruega e Ucrânia neste contexto representa um novo capítulo na dinâmica do conflito, com a possibilidade de ampliar a participação da OTAN de forma direta. Isso pode acarretar uma escalada regional, com riscos de confrontos mais amplos entre as forças envolvidas.

Do ponto de vista estratégico, a utilização de drones para atingir navios comerciais em áreas árticas pode impactar significativamente as rotas de transporte e o comércio internacional, especialmente em uma região sensível como o Ártico. Além disso, a participação da Noruega, membro da OTAN, pode provocar uma resposta mais contundente da Rússia, que já manifestou preocupação com a presença militar ocidental próxima às suas fronteiras.

Os próximos passos provavelmente envolverão um aumento na vigilância e nas operações militares na região, além de possíveis retaliações russas contra alvos considerados estratégicos. A situação exige monitoramento contínuo, pois a escalada pode afetar não apenas os países diretamente envolvidos, mas também a estabilidade geopolítica do Atlântico Norte e do Ártico.