Geopolítica Estratégica

GEOPOLÍTICA

ESTRATÉGICA

domingo, 04 de janeiro de 2026
⚡ BREAKING:
⚡ BREAKING NEWS
← Voltar para início
geopolitica

Pesquisa mostra empate técnico entre Eisenkot e Netanyahu para primeiro-ministro de Israel

Pesquisa recente indica empate técnico entre Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot na preferência dos israelenses para primeiro-ministro, com blocos políticos fragmentados e sem maioria clara na Knesset.

Pesquisa mostra empate técnico entre Eisenkot e Netanyahu para primeiro-ministro de Israel

Uma pesquisa divulgada recentemente pela emissora Channel 12 revelou que o atual primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e seu principal adversário, o ex-chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF), Gadi Eisenkot, estão empatados na preferência do eleitorado para liderar o país. Segundo o levantamento, 38% dos entrevistados preferem a continuidade de Netanyahu no cargo, enquanto a mesma porcentagem apoia a substituição por Eisenkot.

Essa pesquisa representa uma mudança em relação a um estudo anterior do mesmo canal, realizado no início do mês, que apontava Eisenkot com 43% das intenções de voto para primeiro-ministro, contra 34% de Netanyahu. No entanto, é importante destacar que Israel não realiza uma votação direta para o cargo de primeiro-ministro, e sim eleições para a Knesset, o parlamento nacional, onde os blocos políticos formam coalizões para escolher o líder do governo.

O levantamento foi conduzido antes das eleições parlamentares marcadas para 27 de outubro e indicou que os blocos pró- e anti-Netanyahu permanecem praticamente estáveis, como vinham se apresentando há meses. O bloco contrário a Netanyahu, excluindo os partidos árabes, alcançaria 60 cadeiras em um total de 120, ficando uma cadeira abaixo da maioria necessária para formar governo. Já o bloco favorável ao primeiro-ministro teria 50 cadeiras, enquanto os partidos árabes, que geralmente não participam das coalizões governamentais, conquistariam as 10 cadeiras restantes.

De acordo com a pesquisa, o partido Yashar, liderado por Eisenkot, seria a maior força na Knesset com 23 cadeiras, seguido de perto pelo Likud, de Netanyahu, com 22 cadeiras. O partido de centro-direita Ometz, liderado por Bennett, obteria 16 cadeiras. Entre os partidos de esquerda, os Democratas teriam 10 cadeiras, enquanto o Yisrael Beytenu, de perfil mais conservador e também opositor a Netanyahu, conquistaria nove cadeiras.

Os partidos religiosos ultraortodoxos Shas e United Torah Judaism, aliados de Netanyahu, teriam oito cadeiras cada, assim como o partido de extrema-direita Otzma Yehudit. Os partidos árabes Hadash-Ta’al e Ra’am ficariam com cinco cadeiras cada. Na margem mínima para entrar na Knesset, com quatro cadeiras, estão o partido de extrema-direita Religious Zionism e a nova aliança centro-direita formada pelos ex-ministros Yoaz Hendel e Chili Tropper.

Quando questionados sobre os fatores que influenciam suas escolhas eleitorais, 32% dos entrevistados mencionaram a condução da guerra em múltiplas frentes como decisiva. Outros 25% destacaram a preocupação com o custo de vida e a economia. Questões sociais, como as divisões internas, foram apontadas por 15%, enquanto 12% citaram a segurança interna e o combate ao crime como prioridades. Também 12% afirmaram que sua decisão foi baseada na liderança dos partidos.

A pesquisa foi realizada pela empresa Midgam, liderada pelo analista Manu Geva, com uma amostra de 509 participantes e margem de erro de 4,4%. Os resultados refletem um cenário político israelense marcado por uma divisão acirrada entre os principais blocos, sem um claro favorito para garantir a maioria parlamentar necessária para formar governo.

Analisando o contexto, o empate técnico entre Netanyahu e Eisenkot indica uma polarização significativa no eleitorado israelense, com o ex-chefe militar ganhando espaço como alternativa viável ao atual premiê. Essa divisão pode dificultar a formação de coalizões estáveis, especialmente considerando a fragmentação do parlamento e a necessidade de alianças com partidos menores, incluindo os árabes, que tradicionalmente ficam à margem das coalizões governamentais.

Caso o bloco anti-Netanyahu não consiga obter a cadeira faltante para a maioria, o país poderá enfrentar um cenário de instabilidade política prolongada, com negociações complexas para a formação de governo. Por outro lado, a força crescente do partido Yashar e o desempenho dos partidos de centro-direita sugerem que a política israelense continua dinâmica, com possibilidades de mudanças significativas na liderança e nas políticas adotadas, especialmente em temas como segurança, economia e questões sociais.

O resultado das eleições e a formação do próximo governo terão impacto direto na condução da guerra em múltiplas frentes enfrentada por Israel, além de influenciar as relações internacionais do país, especialmente no contexto regional e com potências globais. A capacidade dos líderes eleitos em formar coalizões eficazes será crucial para garantir estabilidade e responder aos desafios internos e externos que Israel enfrenta atualmente.