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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Polícia de Toronto investiga grupos que contratam atiradores para atacar locais judaicos

Polícia de Toronto investiga redes que contratam atiradores para atacar locais judaicos, com suspeitos recrutando jovens via apps criptografados e compartilhando armas.

Polícia de Toronto investiga grupos que contratam atiradores para atacar locais judaicos

A polícia de Toronto, no Canadá, informou que há indícios de que criminosos contratados estariam mirando locais ligados à comunidade judaica na cidade. Nos últimos meses, sinagogas e outros espaços judaicos foram alvo de disparos e ataques incendiários, embora sem registro de vítimas fatais. Autoridades locais alertam para um padrão recorrente em que jovens são recrutados por meio de aplicativos de mensagens criptografadas para executar esses ataques. Esses jovens são obrigados a filmar as ações para comprovar o serviço e garantir o pagamento, o que levanta dúvidas sobre quem está financiando essas operações.

O chefe da polícia de Toronto, Myron Demkiw, destacou que o modus operandi é similar em vários incidentes, incluindo um tiroteio ocorrido em março contra o consulado dos Estados Unidos na cidade. Ele ressaltou que o objetivo dos contratantes parece ser gerar medo e insegurança na comunidade judaica local. Já o superintendente Joseph Matthews afirmou que existem múltiplas redes criminosas organizadas em camadas, com diferentes células recrutando jovens para participar dos ataques.

As investigações indicam que essas redes compartilham armas de fogo entre si. A polícia recuperou uma pistola 9mm ligada a seis disparos e uma pistola calibre .45 associada a 21 disparos. No entanto, detalhes específicos sobre os ataques permanecem sob sigilo para não comprometer as investigações.

Na semana passada, um policial de Toronto foi morto durante uma operação relacionada ao tiroteio no consulado americano. O principal suspeito desse ataque foi identificado como Mohammad Baqer Saad Dawood Al-Saadi, um cidadão iraquiano-iraniano com conexões profundas com o regime iraniano. Segundo documentos judiciais nos Estados Unidos, Al-Saadi teria orquestrado uma campanha terrorista contra alvos judaicos, israelenses e americanos em várias regiões, incluindo América do Norte e Europa.

Autoridades canadenses afirmam que estão colaborando com o FBI nas investigações, embora não tenham confirmado publicamente a ligação de Al-Saadi com o Irã. As apurações indicam que ele financiava os ataques e exigia que os executores registrassem os atos para fins de propaganda.

Esses eventos evidenciam um aumento da complexidade e da organização dos grupos criminosos que atuam contra comunidades específicas em Toronto. O uso de tecnologia para recrutar jovens e a circulação de armas entre células criminosas indicam uma estrutura sofisticada e descentralizada.

Do ponto de vista estratégico, o desafio para as autoridades reside em desarticular essas redes sem precedentes, que operam em ambiente digital protegido e com múltiplos níveis de comando. A cooperação internacional, especialmente com os Estados Unidos, será fundamental para rastrear financiadores e responsáveis por trás desses ataques.

Além disso, a manutenção da segurança das comunidades afetadas exige medidas preventivas robustas, incluindo monitoramento de redes sociais e aplicativos criptografados, além de políticas de integração social para evitar o recrutamento de jovens vulneráveis.

O avanço das investigações poderá revelar o alcance real dessas organizações e possibilitar ações mais eficazes para neutralizar a ameaça, protegendo não apenas a comunidade judaica, mas também outros grupos que possam ser alvos de ataques similares no futuro.