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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Rahm Emanuel defende mudança na relação EUA-Israel para vitória democrata em 2028

Rahm Emanuel defende mudança na aliança EUA-Israel para que democrata pró-Israel vença eleição em 2028, destacando necessidade de revisão do apoio americano e solução diplomática.

Rahm Emanuel defende mudança na relação EUA-Israel para vitória democrata em 2028

Rahm Emanuel, ex-chefe de gabinete da Casa Branca e ex-embaixador dos Estados Unidos no Japão, afirmou em um discurso na Universidade de Tel Aviv que um democrata pró-Israel pode vencer a presidência dos EUA em 2028, mas somente se as regras atuais da aliança entre os dois países forem alteradas. Ele criticou o "status quo" que impede críticas a Israel e que implica um apoio tácito incondicional, destacando que essa postura é insustentável diante das mudanças políticas e sociais.

Durante sua fala, Emanuel abordou a crescente rejeição ao apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel, ressaltando que o país enfrenta um "ponto de inflexão" em sua relação com os EUA, especialmente devido às políticas do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Segundo ele, essas políticas levaram Israel a um "beco sem saída", transformando-o em uma nação isolada internacionalmente, inclusive com a perda de apoio significativo da Europa e um declínio no respaldo dentro dos próprios Estados Unidos.

Emanuel destacou que o problema não é partidário, mas sim um desafio americano mais amplo, já que pesquisas indicam que a desaprovação a Israel é maior entre os democratas e independentes que se inclinam para o partido. Ele também mencionou sua conexão pessoal com Israel, lembrando que seu pai nasceu em Jerusalém e lutou na Guerra de Independência de 1948, além de seu próprio serviço voluntário na defesa civil israelense.

O político condenou veementemente os protestos pró-Palestina que apoiaram o ataque do Hamas em outubro de 2023, que resultou em mais de mil mortos e centenas de reféns. Ele afirmou que as visões extremistas, tanto dos que defendem a destruição de Israel quanto dos que promovem a ideia de um Estado judeu expandido sobre todo o território, são fantasias perigosas.

Emanuel defendeu o fim do subsídio americano ao orçamento de defesa de Israel, argumentando que o país deveria adquirir armamentos dos EUA sob as mesmas condições aplicadas a outros aliados que cumprem as leis americanas. Ele também criticou o apoio incondicional dos EUA ao governo Netanyahu, que, segundo ele, tem permitido ações unilaterais como a anexação da Cisjordânia, o que poderia deixar Israel isolado e prejudicar sua segurança a longo prazo.

O ex-chefe de gabinete propôs uma solução de dois Estados ampla, que envolveria o reconhecimento de Israel pela Liga Árabe e o apoio dos países árabes a uma entidade governamental palestina que rejeite o terrorismo e reconheça a ligação histórica judaica com a região. Para Emanuel, o caminho para a paz e a estabilidade no Oriente Médio depende do compromisso de todas as partes em cumprir suas responsabilidades, incluindo o fim do financiamento a grupos terroristas e a cessação de ações unilaterais por parte de Israel.

Ele ressaltou que o primeiro-ministro Netanyahu não pode continuar a combater indefinidamente contra um mundo que questiona seu direito de lutar e que é necessário encontrar um novo caminho sustentável para a paz, segurança e prosperidade na região. Emanuel também indicou que os Estados Unidos estariam ao lado de Israel caso este opte por seguir uma rota de paz e segurança.

A análise das declarações de Emanuel indica uma tentativa de reposicionar a política democrata em relação a Israel, buscando um equilíbrio entre o apoio tradicional e a necessidade de ajustes diante das mudanças no cenário internacional e nas opiniões públicas. Se suas ideias ganharem força dentro do partido, isso pode influenciar a política externa americana e a dinâmica do conflito israelo-palestino, especialmente em relação ao papel dos EUA como mediador.

O futuro da aliança entre Estados Unidos e Israel pode depender da capacidade de ambos os países de adaptar suas estratégias, conciliando segurança e diplomacia. A pressão para mudanças internas em Israel, combinada com a evolução da opinião pública americana, pode levar a um novo formato de cooperação bilateral que influencie o equilíbrio regional no Oriente Médio.

Em suma, a fala de Rahm Emanuel sugere que a manutenção do apoio americano a Israel está condicionada a uma revisão das políticas atuais, o que pode impactar as eleições presidenciais de 2028 e as relações internacionais na região. O desafio será conciliar as expectativas dos eleitores americanos, as demandas de segurança de Israel e as aspirações palestinas por soberania, em um contexto geopolítico complexo e em transformação.