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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Rodrigues Birkett lidera votação informal para próximo secretário-geral da ONU

Carolyn Rodrigues Birkett, embaixadora da Guiana, lidera votação informal para secretário-geral da ONU, à frente de sete candidatos, em processo que busca consenso antes da escolha oficial.

Rodrigues Birkett lidera votação informal para próximo secretário-geral da ONU

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou sua segunda votação informal para escolher o próximo secretário-geral da organização, com a embaixadora da Guiana, Carolyn Rodrigues Birkett, emergindo como a principal candidata entre oito concorrentes. A votação, que não possui caráter vinculativo, é uma etapa importante no processo de seleção, que visa construir consenso antes da saída do atual secretário-geral, António Guterres, prevista para o final de dezembro.

Carolyn Rodrigues Birkett recebeu oito votos de incentivo, três votos de desencorajamento e quatro membros se abstiveram de opinar. Ela superou a diplomata da Costa Rica, Rebeca Grynspan, e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, da Argentina, que obtiveram sete votos de incentivo cada. Grossi também recebeu seis votos de desencorajamento, enquanto Grynspan teve quatro. Na rodada anterior, realizada em julho, Grynspan liderava a disputa.

Além dessas três candidatas, o grupo inclui o ex-presidente do Senegal, Macky Sall; a ex-presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, do Equador; a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet; o diplomata de Uganda, Olara Otunnu; e a diplomata equatoriana Ivonne A-Baki.

António Guterres está no cargo desde 2017 e seu segundo mandato de cinco anos termina em 31 de dezembro. Embora não haja um limite formal para o número de mandatos, nenhum secretário-geral exerceu mais de dois.

As votações informais têm como objetivo medir o apoio entre os 15 membros do Conselho de Segurança e reduzir o número de candidatos antes da recomendação oficial ao plenário da Assembleia Geral, que geralmente ratifica a escolha do conselho. Para avançar, um candidato precisa obter pelo menos nove votos em uma votação formal, e qualquer um dos cinco membros permanentes do conselho — Estados Unidos, China, França, Rússia e Reino Unido — pode vetar um nome.

Em rodadas posteriores, os membros permanentes utilizam cédulas de cor diferente para indicar se desencorajam algum candidato, o que ajuda a identificar possíveis vetos antecipadamente.

O próximo secretário-geral enfrentará o desafio de fortalecer a relevância da ONU, cuja influência tem sido questionada nos últimos anos. A organização, criada após a Segunda Guerra Mundial, tem sido criticada por sua incapacidade de evitar ou resolver conflitos graves, como a guerra entre Israel e Gaza e a invasão russa na Ucrânia.

Esse processo de escolha ocorre em um momento delicado para a ONU, que precisa se adaptar a um cenário global marcado por crises múltiplas e complexas. A liderança do novo secretário-geral será crucial para tentar restaurar a confiança na instituição e promover maior cooperação internacional.

A continuidade das votações informais e a busca por um consenso entre os membros do Conselho de Segurança indicam que a definição do próximo secretário-geral ainda passará por negociações intensas. A influência dos membros permanentes e a necessidade de equilibrar interesses geopolíticos serão determinantes para o resultado final.

Além disso, a escolha do novo líder da ONU pode impactar diretamente a condução de políticas globais em áreas como segurança, direitos humanos e desenvolvimento sustentável, reforçando a importância do processo para a comunidade internacional.

Nos próximos meses, a atenção estará voltada para as próximas etapas da seleção, que culminarão com a votação formal no Conselho de Segurança e a posterior aprovação pela Assembleia Geral, consolidando o nome que assumirá o comando da organização mundial a partir de janeiro.