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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Secretário de Defesa dos EUA demite chefe do Estado-Maior do Exército em meio a tensões no Oriente Médio

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, durante uma reestruturação no Pentágono em meio a tensões crescentes com o Irã. A decisão, rara em tempos de conflito, faz parte de uma série de mudanças na liderança militar enquanto os EUA aumentam sua presença no Oriente Médio.

Secretário de Defesa dos EUA demite chefe do Estado-Maior do Exército em meio a tensões no Oriente Médio

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, demitiu na quinta-feira o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, conforme revelado por fontes oficiais. A decisão representa uma mudança significativa na liderança do Pentágono durante um período de crescente tensão e mobilização militar na região do Oriente Médio, especialmente em relação ao Irã. A demissão de um general em meio a um conflito é uma medida rara e sem precedentes recentes, sinalizando uma reestruturação abrupta e profunda no comando militar.

O Pentágono confirmou que Randy George, que ainda tinha mais de um ano restante em seu mandato, deixará imediatamente sua posição como 41º chefe do Estado-Maior do Exército. Em comunicado, o departamento expressou agradecimento pelos anos de serviço do general e desejou-lhe sucesso na aposentadoria, sem fornecer detalhes sobre os motivos da saída.

Além de George, outras altas patentes do Exército também foram dispensadas, incluindo o general David Hodne, comandante da Transformação e Comando de Treinamento do Exército, e o major-general William Green, responsável pelo Corpo de Capelães do Exército. Essas mudanças ocorrem em um momento em que os Estados Unidos intensificam a presença militar no Oriente Médio, com foco em operações contra o Irã.

Embora as forças navais e aéreas dos EUA estejam conduzindo a maioria das ações militares na região, soldados do Exército, incluindo membros da 82ª Divisão Aerotransportada, têm sido deslocados para o Oriente Médio, possivelmente para operações terrestres. O Exército é a maior força militar dos EUA, com cerca de 450 mil soldados ativos.

Paralelamente, há relatos de que o diretor do FBI, Kash Patel, o secretário do Exército, Dan Driscoll, e a secretária do Trabalho, Lori Chavez-DeRemer, podem deixar a administração Trump, embora o momento e a confirmação dessas saídas ainda sejam incertos. O presidente Donald Trump ainda não tomou uma decisão definitiva sobre essas possíveis mudanças.

Até o momento, não havia indícios públicos de conflito entre Hegseth e George, apesar de algumas ações controversas do secretário de Defesa, como a demissão do principal advogado do Exército e a organização de um desfile militar para celebrar o 250º aniversário do Exército, coincidindo com o aniversário de Trump. Recentemente, Hegseth também reverteu uma investigação sobre pilotos do Exército que voaram helicópteros de ataque próximos à residência do cantor Kid Rock, um apoiador vocal de Trump, embora a demissão de George não tenha sido relacionada a esse incidente.

O general Christopher LaNeve, vice-chefe do Estado-Maior do Exército e ex-assistente militar de Hegseth, assumirá interinamente o cargo deixado por George. A liderança sênior do Exército foi informada da demissão ao mesmo tempo em que a notícia foi divulgada publicamente.

Randy George, oficial de infantaria com experiência em operações no Iraque e Afeganistão, foi confirmado para o cargo em 2023, com um mandato normalmente previsto para quatro anos. Antes disso, atuou como vice-chefe do Estado-Maior do Exército e como assessor militar do então secretário de Defesa Lloyd Austin. Ele mantinha uma relação próxima com Dan Driscoll, com quem trabalhou para acelerar o desenvolvimento de armas e reduzir custos no Exército.

A saída de George se soma a uma série de mudanças na alta liderança do Pentágono, incluindo a demissão no ano anterior do presidente do Estado-Maior Conjunto, general da Força Aérea C.Q. Brown, além do chefe das operações navais e do vice-chefe do Estado-Maior da Força Aérea.

Essa reestruturação ocorre em um contexto de intensificação das operações militares dos EUA no Oriente Médio, especialmente contra o Irã, e pode indicar uma tentativa da administração de alinhar a liderança militar com suas prioridades estratégicas e políticas. A substituição rápida e inesperada de altos oficiais pode afetar a continuidade das operações e a moral das tropas, além de gerar incertezas sobre a condução das ações militares.

No futuro próximo, será importante observar como essas mudanças influenciarão a estratégia dos EUA na região, especialmente se haverá uma intensificação das operações terrestres e se outras figuras-chave no governo também serão substituídas. O impacto dessas decisões pode repercutir tanto na capacidade operacional das forças armadas quanto nas relações civis-militares dentro do Pentágono, afetando a estabilidade institucional em um momento crítico de tensões internacionais.