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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Senador dos EUA Lindsey Graham morre após doença súbita e breve

O senador americano Lindsey Graham morreu após doença súbita, deixando legado na política externa dos EUA e apoio à Ucrânia e Israel.

Senador dos EUA Lindsey Graham morre após doença súbita e breve

O senador republicano dos Estados Unidos Lindsey Graham faleceu aos 71 anos após uma doença súbita e breve, conforme comunicado divulgado por seu escritório. A morte ocorreu na noite de sábado, e a família do senador solicitou privacidade neste momento difícil. Graham, eleito para o Senado em 2002 pelo estado da Carolina do Sul, foi uma figura influente na política externa americana e um aliado importante do ex-presidente Donald Trump.

Nos dias anteriores ao seu falecimento, Graham esteve em Kyiv, capital da Ucrânia, onde se reuniu com o presidente Volodymyr Zelensky. Não havia relatos de problemas de saúde antes dessa viagem. Durante sua trajetória política, o senador destacou-se como defensor do apoio dos EUA à Ucrânia, especialmente no contexto do conflito com a Rússia. Em sua última visita, ele trabalhava em um projeto de lei que ampliaria sanções contra Moscou, com o objetivo de fornecer "ferramentas ao presidente Trump para encerrar a guerra".

Graham era conhecido por sua postura firme contra o avanço russo na Ucrânia, afirmando em 2023 que "Putin não vai parar na Ucrânia" e que a fraqueza americana naquele país poderia significar perdas estratégicas em outras regiões, como Taiwan. Além de sua atuação em política externa, ele presidiu o Comitê de Orçamento do Senado e teve papel ativo em debates sobre segurança nacional.

Ao longo dos anos, Graham teve uma relação complexa com Donald Trump. Após os tumultos no Capitólio em 2021, ele criticou o ex-presidente em um discurso no Senado, declarando que sua aliança com Trump havia chegado ao fim. Contudo, posteriormente, retornou a apoiá-lo, inclusive durante a campanha eleitoral de 2024, destacando aspectos do governo Trump que considerava positivos, como o controle na fronteira sul, a operação que resultou na morte do general iraniano Qasem Soleimani e a nomeação de juízes conservadores.

O senador também foi um defensor consistente da segurança nacional dos Estados Unidos, posicionando-se contra a retirada das tropas americanas do Afeganistão em 2021, classificando o evento como "triste e perigoso" para os interesses do país. Ele alertou que o recuo poderia ser interpretado como fraqueza e comemorado por grupos jihadistas ao redor do mundo.

Além disso, Graham manteve uma forte aliança com Israel. O presidente israelense Benjamin Netanyahu prestou homenagem ao senador, ressaltando que ele compreendia que a segurança de Israel e dos Estados Unidos eram interligadas e que o país perdeu "um de seus maiores amigos".

A morte de Lindsey Graham ocorre em um momento delicado para a política externa americana, especialmente em relação à guerra na Ucrânia e às tensões globais envolvendo a Rússia. Sua atuação no Senado contribuiu para moldar a postura dos EUA em vários conflitos e questões de segurança internacional.

Do ponto de vista estratégico, a ausência de Graham pode alterar o equilíbrio de forças dentro do Senado, especialmente nas discussões sobre política externa e orçamento militar. Sua experiência e influência eram consideradas fundamentais para a formulação de políticas de apoio à Ucrânia e para a manutenção de sanções contra a Rússia. A continuidade dessas políticas dependerá da atuação dos seus sucessores e da dinâmica política interna dos Estados Unidos.

Além disso, o falecimento do senador pode impactar a relação bilateral entre EUA e Israel, dado seu papel como um dos principais defensores do país no Congresso americano. A postura americana em relação ao Oriente Médio e à guerra na Ucrânia poderá sofrer ajustes conforme novos líderes assumam posições-chave no Senado.

Em suma, a morte de Lindsey Graham representa uma perda significativa para a política externa dos Estados Unidos, especialmente em um momento de alta complexidade geopolítica. O futuro das políticas que ele defendia dependerá do alinhamento dos novos atores políticos e das prioridades do governo americano nos próximos meses.