Uma mulher ucraniana de 39 anos, Anastasiia Berezovska, está sendo procurada pela polícia internacional após ser apontada como principal suspeita de um ataque com bomba em Mônaco. O incidente ocorreu na entrada de um prédio residencial, onde um pacote explosivo foi deixado, causando ferimentos graves em três pessoas que estavam entrando no local. Entre as vítimas estão um empresário ucraniano sancionado, sua companheira e seu filho de 13 anos. O ataque gerou uma operação conjunta entre as autoridades de Mônaco, França e Alemanha para localizar a suspeita, que teria fugido a pé do local e posteriormente viajado para a Alemanha.
Segundo as investigações, Berezovska teria se disfarçado de homem para dificultar sua identificação. Câmeras de segurança captaram imagens dela usando um chapéu escuro, e sua descrição inclui um cabelo escuro na altura dos ombros e uma tatuagem no braço direito que possivelmente representa uma cobra. A Interpol emitiu um alerta vermelho para sua captura, solicitando cooperação internacional para sua prisão. Ela é acusada de tentativa de assassinato, colocação de dispositivo explosivo com intenção criminosa e conspiração.
O ataque aconteceu por volta das 21h, horário local, e provocou uma explosão logo após o pacote ter sido deixado no hall do prédio. As vítimas foram rapidamente socorridas e levadas a hospitais em Nice, França. O homem, identificado como Vadym Yermolaiev, um magnata do setor imobiliário que renunciou à cidadania ucraniana em 2019 e possui cidadania cipriota, teve seu estado de saúde estabilizado após passar por tratamento intensivo. Sua parceira ainda permanece em condição grave, enquanto o filho sofreu ferimentos leves.
Yermolaiev é conhecido por seus negócios no setor de vinhos e bebidas alcoólicas na Crimeia, região anexada pela Rússia, e está sob sanções impostas pelo governo ucraniano desde 2023. Ele foi listado entre os mais ricos ucranianos pela revista Forbes em 2020, com uma fortuna estimada em 230 milhões de dólares.
As autoridades de Mônaco e França trabalham em conjunto para identificar possíveis cúmplices que possam ter auxiliado na execução do ataque. A polícia alemã também participou das buscas, realizando buscas em um apartamento alugado pela suspeita no estado de Hesse e apreendendo um veículo utilizado por ela. As evidências coletadas foram encaminhadas às autoridades monegascas para auxiliar nas investigações.
O príncipe Albert II de Mônaco classificou o atentado como um crime hediondo, destacando a gravidade do ocorrido no pequeno principado. A cooperação internacional entre as polícias envolvidas tem sido fundamental para o avanço das investigações e para a rápida identificação da principal suspeita.
Este caso evidencia a complexidade das operações de segurança em um contexto internacional, envolvendo figuras com conexões e interesses em múltiplos países. A fuga da suspeita para a Alemanha e a emissão do alerta vermelho pela Interpol indicam que a busca pode se estender por vários territórios, exigindo coordenação entre diferentes jurisdições.
No cenário estratégico, o ataque a um empresário sancionado pode ter motivações políticas ou econômicas, refletindo as tensões existentes em torno das sanções e dos interesses na região da Crimeia. A resposta das autoridades europeias e a cooperação entre os países envolvidos serão decisivas para evitar novos incidentes e garantir a segurança de residentes estrangeiros em Mônaco.
Os próximos passos incluem o monitoramento das fronteiras e o reforço da vigilância em áreas sensíveis, além da análise de possíveis conexões da suspeita com grupos organizados. A investigação também poderá revelar se o atentado faz parte de uma ação isolada ou de uma rede maior, o que impactaria diretamente a segurança regional e as relações diplomáticas entre os países envolvidos.