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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Trump afirma que Irã deseja acordo com urgência; Casa Branca declara campanha militar próxima dos objetivos

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã deseja um acordo com urgência, enquanto a Casa Branca indica que a campanha militar está próxima de atingir seus objetivos. Israel mantém ofensiva contra o Irã e Hezbollah, temendo um fim abrupto da guerra. Negociações enfrentam impasses, especialmente sobre cessar-fogo envolvendo o Hezbollah.

Trump afirma que Irã deseja acordo com urgência; Casa Branca declara campanha militar próxima dos objetivos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está buscando um acordo com grande urgência, apesar de não admitir publicamente as negociações devido ao receio de represálias internas e externas. Suas declarações ocorreram poucas horas após a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informar que a campanha militar americana está "muito próxima" de alcançar seus objetivos estabelecidos. Este cenário se desenrola quase quatro semanas após o início do conflito entre EUA, Israel e a República Islâmica do Irã.

O governo americano apresentou uma proposta de 15 pontos para cessar o conflito, mas a resposta iraniana foi considerada fria. Entre as exigências de Teerã está a inclusão no cessar-fogo do término dos combates entre Israel e o grupo Hezbollah, aliado iraniano no Líbano. A insistência iraniana em vincular o fim das hostilidades ao cessar-fogo com o Hezbollah complica as negociações e amplia o escopo do conflito.

Enquanto isso, Israel mantém sua ofensiva contra o regime iraniano, preocupado com a possibilidade de uma resolução rápida e inesperada do conflito por parte do presidente Trump. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que a campanha militar continua "a todo vapor" e que o combate contra o Hezbollah prossegue intensamente.

Karoline Leavitt destacou que as operações militares americanas estão adiantadas em relação ao cronograma inicial, que previa um período de quatro a seis semanas para o cumprimento da missão. Segundo ela, "vinte e cinco dias após o início, a maior força militar do mundo está adiantada e atuando de forma excepcional", reforçando que os objetivos centrais da operação, denominada Epic Fury, estão próximos de serem alcançados.

Em um evento de arrecadação de fundos do Partido Republicano, Trump comentou que os líderes iranianos evitam admitir as negociações por medo de serem mortos por seus próprios compatriotas ou pelos Estados Unidos. Essa declaração reforça a complexidade interna do Irã e a delicadeza das conversas diplomáticas.

Fontes americanas indicaram que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, foram temporariamente removidos de uma lista de alvos prioritários dos EUA e Israel, numa tentativa de impulsionar as negociações. No entanto, autoridades americanas expressaram ceticismo quanto à possibilidade de sucesso das conversações.

O plano de cessar-fogo dos EUA exige que o Irã desmonte seu programa nuclear, limite seu arsenal de mísseis balísticos e cesse o apoio a grupos terroristas aliados. Entretanto, seis fontes regionais próximas à posição iraniana afirmaram que o Irã condiciona qualquer acordo à interrupção dos ataques israelenses contra o Hezbollah, o que amplia ainda mais as divergências.

A emissora estatal iraniana Press TV também divulgou que Teerã deseja que qualquer acordo assegure o fim da guerra contra o Irã e os grupos de resistência na região, presumivelmente incluindo organizações apoiadas pelo regime.

Do lado israelense, há uma preocupação crescente de que Trump possa encerrar o conflito abruptamente. Por isso, Israel intensificou ataques contra a indústria bélica iraniana, com ordens de Netanyahu para eliminar o máximo possível de alvos prioritários nas próximas 48 horas. As lideranças israelenses acreditam que o plano americano não garante a eliminação da ameaça nuclear e de mísseis balísticos iranianos.

Durante uma reunião virtual com autoridades locais da fronteira norte, Netanyahu afirmou que a campanha contra o Irã segue "a todo vapor" e que a ameaça de invasão do norte de Israel pelo Hezbollah foi neutralizada. O foco agora está em "desmantelar o Hezbollah" e criar uma zona tampão expandida no Líbano para conter ameaças, especialmente de mísseis antitanque.

O primeiro-ministro também ressaltou o compromisso de Israel em proteger a comunidade drusa na Síria, destacando que essa política permanece inalterada.

Após o Hezbollah retomar ataques com foguetes em 2 de março, Israel reforçou a presença de tropas terrestres no Líbano e intensificou bombardeios aéreos contra posições do grupo terrorista.

Análise estratégica indica que a insistência iraniana em vincular o cessar-fogo à suspensão das hostilidades contra o Hezbollah complica a resolução do conflito, ampliando o campo de batalha para além do confronto direto entre EUA, Israel e Irã. Caso Israel e os EUA não consigam neutralizar rapidamente a capacidade militar iraniana, o conflito pode se prolongar, elevando os riscos de escalada regional.

Além disso, a possibilidade de um fim abrupto da guerra, conforme temem autoridades israelenses, pode levar a uma pressão maior sobre Israel para consolidar ganhos militares rapidamente, o que pode resultar em intensificação dos ataques e maior instabilidade na região. O futuro próximo dependerá da evolução das negociações diplomáticas e da capacidade das partes envolvidas de gerenciar os múltiplos fronts do conflito.