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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Trump repreende Netanyahu por escalada israelense no Líbano e risco a negociações com Irã

Trump criticou Netanyahu pela escalada de ataques israelenses no Líbano que ameaçam negociações dos EUA com o Irã, enquanto Teerã alerta para possível confronto direto.

Trump repreende Netanyahu por escalada israelense no Líbano e risco a negociações com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou forte descontentamento com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, devido à intensificação das ações militares de Israel no sul do Líbano. A tensão entre os dois líderes aumentou em uma ligação telefônica na qual Trump criticou duramente Netanyahu, alegando que a escalada israelense poderia comprometer as negociações americanas com o Irã. Segundo relatos, Trump pediu que Israel suspendesse um ataque planejado em Beirute, destacando que a situação poderia prejudicar os esforços diplomáticos em curso.

Durante a conversa, Trump teria afirmado que Netanyahu estava agindo de forma irracional e que sua postura estava provocando uma reação negativa global contra Israel. O presidente americano também ressaltou que, apesar de reconhecer o direito de Israel à autodefesa, a resposta israelense estava desproporcional, causando um aumento significativo de vítimas civis e destruição de infraestrutura, incluindo a demolição de edifícios inteiros para atingir comandantes do Hezbollah.

Nos últimos dias, Israel intensificou sua campanha aérea contra o Hezbollah no sul do Líbano, avançando militarmente e conquistando posições estratégicas, como o Castelo Beaufort, uma fortificação histórica que oferece vantagem tática na região. Essa ofensiva ocorre em meio a um contexto delicado, pois o Irã, principal apoiador do Hezbollah, ameaçou interromper as negociações com os Estados Unidos relacionadas ao programa nuclear iraniano caso as hostilidades no Líbano persistam.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, comunicou que, caso Israel mantenha suas ações agressivas contra o Líbano, o Irã não apenas suspenderá o diálogo com Washington, mas poderá entrar em confronto direto com Israel. Essa declaração reforça a possibilidade de uma escalada regional mais ampla, envolvendo atores-chave do Oriente Médio.

Trump, por sua vez, afirmou em sua rede social que conversou com Netanyahu para evitar uma operação militar de grande escala em Beirute, e que o líder israelense teria recuado, ordenando a reversão das tropas. O ex-presidente também mencionou que representantes do Hezbollah teriam concordado em cessar os ataques contra Israel, embora essa informação não tenha sido confirmada por outras fontes.

Em resposta, Netanyahu declarou que deixou claro a Trump que Israel continuará suas operações no sul do Líbano caso o Hezbollah não cesse seus ataques. Ele reafirmou o compromisso de manter a ofensiva conforme planejado, enfatizando a necessidade de proteger a segurança israelense.

Essa situação evidencia a complexidade das relações entre Estados Unidos, Israel, Líbano e Irã, onde as ações militares podem impactar diretamente as negociações diplomáticas sensíveis, especialmente no que diz respeito ao programa nuclear iraniano. A escalada no sul do Líbano representa um desafio para a estabilidade regional, com riscos de ampliar o conflito e envolver outros países.

Do ponto de vista estratégico, a pressão de Trump sobre Netanyahu indica a preocupação americana em evitar que confrontos locais se transformem em crises mais amplas que possam prejudicar acordos internacionais. A insistência israelense em continuar a ofensiva pode levar a um impasse diplomático, dificultando a retomada das negociações com o Irã e aumentando a instabilidade no Oriente Médio.

Nos próximos dias, será crucial observar se Israel manterá a escalada militar ou se haverá recuo diante das advertências americanas e das ameaças iranianas. A resposta do Hezbollah e a postura dos países vizinhos também serão determinantes para o desenrolar desse cenário, que pode influenciar significativamente a dinâmica geopolítica regional e as negociações nucleares em andamento.