O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que não apoiaria o Reino Unido em um eventual conflito futuro com a Argentina pelas Ilhas Malvinas, citando a falta de apoio britânico na atual tensão entre os EUA e o Irã. Em entrevista à GB News, Trump afirmou que o Reino Unido "não esteve ao meu lado" durante o conflito com o Irã, apesar de reconhecer que sua força militar não necessitou de ajuda externa.
As Ilhas Malvinas, localizadas no Atlântico Sul, são objeto de uma disputa de soberania entre o Reino Unido e a Argentina desde o conflito armado de 1982, quando uma força militar britânica expulsou tropas argentinas que haviam ocupado o território. O conflito resultou em centenas de mortes de ambos os lados e permanece uma questão sensível na política internacional.
Trump também mencionou que a posição tradicional dos EUA de neutralidade sobre a soberania das Ilhas Malvinas poderia ser revista caso o Reino Unido não aumentasse seus gastos com defesa. Recentemente, o presidente argentino Javier Milei anunciou que faria uma declaração televisiva sobre a reivindicação histórica da Argentina às ilhas.
Durante a entrevista, Trump criticou a falta de apoio da OTAN e do Reino Unido na crise envolvendo o Estreito de Ormuz, região estratégica para o fornecimento global de petróleo, ressaltando que solicitou ajuda, mas não obteve resposta satisfatória. Ele mencionou que o então primeiro-ministro britânico, identificado erroneamente como Sir Keir Starmer, teria informado que não havia navios disponíveis para auxiliar, o que ele considerou "triste".
O governo britânico respondeu reafirmando que os habitantes das Ilhas Malvinas são britânicos e têm o direito de determinar seu próprio futuro. Em referendo realizado em 2013, 99,8% dos residentes votaram a favor de permanecer como território britânico ultramarino.
Historicamente, administrações americanas reconheceram a administração de fato do Reino Unido sobre as ilhas, mas evitaram tomar uma posição formal sobre a soberania. As declarações recentes de Trump indicam uma possível mudança no posicionamento dos EUA, o que pode influenciar as dinâmicas diplomáticas na região e a relação entre Washington, Londres e Buenos Aires.
A situação permanece delicada, com a Argentina reforçando sua reivindicação e o Reino Unido mantendo seu compromisso com os residentes das Malvinas. O desenrolar dos eventos dependerá das decisões políticas e militares dos envolvidos, bem como da postura dos Estados Unidos, que desempenham papel estratégico na geopolítica global.