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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Trump sugere uso de aliados para campanha terrestre no Irã e amplia ameaças a infraestrutura

Donald Trump indicou que aliados podem liderar campanha terrestre no Irã e prometeu ampliar ataques a infraestruturas para pressionar Teerã a negociar.

Trump sugere uso de aliados para campanha terrestre no Irã e amplia ameaças a infraestrutura

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou a possibilidade de uma campanha terrestre contra o Irã, mas afirmou que forças aliadas poderiam conduzir operações no solo, sem a necessidade direta de tropas americanas. Em entrevista concedida à Fox News, Trump destacou que uma ação terrestre poderia ser considerada se julgada apropriada, ressaltando que aliados poderiam assumir esse papel estratégico.

Trump mencionou que os Estados Unidos já realizaram ataques a locais estratégicos, incluindo a ilha de Kharg, situada a cerca de 25 km da costa do Golfo Pérsico. Essa ilha é fundamental para o Irã, pois concentra aproximadamente 90% das exportações de petróleo do país, sendo crucial para suas receitas. O ex-presidente afirmou que os ataques atingiram a ilha diversas vezes, mas evitou atingir diretamente o petróleo.

Em relação à possibilidade de tomar o controle da ilha, Trump afirmou que, caso os Estados Unidos consigam enfraquecer suficientemente o Irã, essa ação poderia ser considerada. Ele também prometeu intensificar a campanha aérea contra o país, declarando que os ataques continuariam até que ele determinasse o fim das operações.

O ex-presidente anunciou que a próxima fase dos ataques incluiria infraestruturas civis, como usinas de energia e pontes, com o objetivo de pressionar o governo iraniano a aceitar negociações. Trump ressaltou que a continuidade dos bombardeios dependeria da disposição do Irã em dialogar e buscar um acordo.

Além disso, Trump mencionou que autoridades americanas haviam comunicado recentemente a seus interlocutores iranianos que, caso o país não aceitasse negociar, enfrentaria consequências severas, podendo ficar isolado e enfraquecido.

Desde o início da campanha de bombardeios coordenada pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, mais de 1.500 civis iranianos foram mortos, segundo dados locais. Entre os episódios mais trágicos está o ataque a uma escola primária feminina em Minab, que resultou na morte de 168 pessoas, em sua maioria crianças. Investigações independentes sugerem que o ataque ocorreu durante um bombardeio a uma base naval da Guarda Revolucionária do Irã.

Trump negou repetidamente a responsabilidade direta dos Estados Unidos por esses ataques, embora tenha admitido que erros podem ter ocorrido sem intenção deliberada. O ex-presidente também afirmou que os Estados Unidos estão tomando cuidado para minimizar danos à população civil, apesar das ameaças anteriores de que uma ofensiva poderia destruir uma civilização inteira caso o Irã não cumprisse as exigências americanas e israelenses.

A situação no Estreito de Hormuz, uma rota marítima vital para o comércio global de petróleo, permanece tensa devido às ações militares e ameaças na região. A escalada das hostilidades e a possibilidade de uma campanha terrestre ampliam as preocupações internacionais sobre a estabilidade do Golfo Pérsico e os impactos no mercado energético global.

Analisando o cenário, a estratégia declarada por Trump de utilizar aliados para operações terrestres pode indicar uma tentativa de reduzir o envolvimento direto dos Estados Unidos, minimizando riscos políticos e militares internos. No entanto, a ampliação dos ataques contra infraestruturas civis pode intensificar a crise humanitária e aumentar a resistência iraniana, dificultando negociações e prolongando o conflito.

Caso a campanha aérea e as ameaças continuem, o Irã pode buscar reforçar suas alianças regionais e internacionais, complicando ainda mais o quadro geopolítico. A comunidade internacional deve acompanhar atentamente os desdobramentos para avaliar possíveis impactos na segurança regional e nas cadeias globais de energia.