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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Trump teria rejeitado trégua iraniana e cogitado novos ataques após eleições

Segundo relato atribuído a autoridades americanas, a proposta do Irã previa cessar as hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias em troca de concessões dos EUA.

Trump teria rejeitado trégua iraniana e cogitado novos ataques após eleições

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria rejeitado uma proposta iraniana de cessar-fogo de sete dias e dito a auxiliares que esperava retomar os bombardeios contra o Irã depois das eleições legislativas americanas de novembro. A informação foi publicada pelo Wall Street Journal e repercutida pelo Times of Israel, com base em autoridades americanas não identificadas. Não houve anúncio público dos EUA que confirmasse uma rejeição formal ou uma decisão militar já tomada.

Segundo o relato, o Irã propôs interromper as hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias, desde que Washington aceitasse suas condições. Entre elas estariam o alívio da pressão americana, ou do bloqueio, sobre portos iranianos, além da retomada de negociações nucleares. O estreito é uma passagem marítima cuja abertura se tornou parte central da negociação em curso.

A aparente recusa mostra que o impasse não se limita a uma trégua temporária. Teerã teria vinculado a reabertura da rota marítima e a volta às conversas nucleares a concessões dos Estados Unidos. Washington, por sua vez, parece tratar esses temas como parte de uma disputa maior sobre o fim da guerra e os termos de um acordo.

Trump já havia acusado publicamente o Irã, em declarações na ONU relatadas pela Associated Press, de adiar um entendimento para reabrir plenamente o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra até depois das eleições de meio de mandato. A expectativa atribuída a ele de novos ataques após a votação reforça que o calendário eleitoral entrou no centro da disputa política e militar, embora ainda não esteja claro se isso representa um plano operacional definido, uma possibilidade condicionada às negociações ou uma avaliação privada.

Há também uma ambiguidade no próprio relato: enquanto Trump teria rejeitado a proposta internamente, o Irã ainda aguardaria uma resposta americana. Isso deixa em aberto se a recusa foi comunicada formalmente a Teerã. Por enquanto, o que existe é uma proposta atribuída a uma autoridade iraniana, uma rejeição relatada por fontes americanas e a possibilidade de ações futuras, não uma trégua acordada nem uma nova campanha de bombardeios já iniciada.