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domingo, 04 de janeiro de 2026
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Ucrânia reforça Donetsk para atacar produção de mísseis russos e enfraquecer logística militar

Ucrânia reforça Donetsk e muda estratégia para atacar produção de mísseis russos, visando enfraquecer logística militar da Rússia e alterar dinâmica da guerra.

Ucrânia reforça Donetsk para atacar produção de mísseis russos e enfraquecer logística militar

A Ucrânia intensificou a defesa da região de Donetsk enquanto busca desorganizar a cadeia de suprimentos de armamentos da Rússia, especialmente focando na produção e lançamento de mísseis balísticos. A ofensiva ucraniana ganhou novo impulso após a decisão de Reino Unido e França de transferir tecnologia dos mísseis de cruzeiro Storm Shadow para Kyiv, permitindo uma mudança estratégica na defesa aérea, que agora prioriza a destruição das instalações russas de fabricação e lançamento de mísseis ao invés da interceptação individual dos projéteis.

No campo de batalha, as forças ucranianas reforçaram posições em cidades-chave como Sloviansk, parte da chamada "cinturão de fortaleza" que inclui Kramatorsk, Druzhkivka e Kostiantynivka. Apesar das tentativas russas de infiltração, a Ucrânia mantém controle parcial sobre Kostiantynivka, onde as perdas russas são estimadas em 70 a 80% do total no setor, segundo dados do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy.

A campanha ucraniana tem como objetivo dificultar o fluxo de homens, munições e combustível para as linhas de frente russas, atingindo depósitos, aeródromos e rotas de transporte. Desde junho, ataques de longo alcance destruíram diversas instalações militares russas, incluindo aeródromos na região do Cáucaso e refinarias de petróleo distantes, como as de Perm e Nizhny Novgorod, reduzindo significativamente a capacidade de refino de petróleo da Rússia.

Além disso, a Ucrânia tem impactado a infraestrutura logística russa, atingindo centros de distribuição de grandes varejistas online, o que representa um golpe econômico estimado em trilhões de rublos. Em resposta, a Rússia tem realizado ataques contra cidades ucranianas e infraestrutura civil, incluindo portos estratégicos para exportação de grãos, além de usar mísseis balísticos que, apesar de parcialmente interceptados, continuam a representar ameaça significativa.

A escassez de mísseis Patriot para defesa aérea ucraniana limita a capacidade de neutralizar os ataques russos, enquanto esforços para aumentar a produção local desses sistemas ainda não atingiram escala suficiente. Paralelamente, a Ucrânia avança no desenvolvimento de seus próprios mísseis balísticos e projéteis de longo alcance, com planos para iniciar produção em escala no próximo ano, contando com o apoio tecnológico ocidental para acelerar esse processo.

Essa mudança tática, focada em atacar a base industrial militar russa, pode alterar o equilíbrio no conflito, pressionando a capacidade logística e operacional da Rússia. A transferência de tecnologia avançada para Kyiv sinaliza um aprofundamento do envolvimento ocidental e uma escalada na guerra moderna, onde a destruição da infraestrutura militar estratégica se torna prioridade para limitar a capacidade ofensiva do adversário.